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Uma casa sem livros é como um corpo sem alma., Cícero

...SÓ SEI QUE NADA SEI!

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Triste chuva - Juaci Brito Andrade/ Cianorte PR


''Molha.. Triste chuva A madrugada... 


 Molha os secos Galhos d'alfazema 

QUE nem frutos Dão mais!'' 

        * Juaci Brito Andrade/ Cianorte PR



terça-feira, 30 de novembro de 2021

''Rastafári''



Rastafári (também grafado Ras Tafari) ou Rastafarianismo (termo considerado ofensivo) é um movimento religioso judaico-cristão surgido na Jamaica, na década de 1930, entre negros camponeses descendentes de africanos escravizados. 

O movimento proclama Haile Selassie I (1892-1975), o último imperador da Etiópia, como a segunda vinda de Jesus Cristo ou como a própria representação de Deus (Jeová, também chamado pela forma abreviada "Jah"). 

De acordo com o livro etíope Kebra Negast, Haile Selassie é o herdeiro de uma dinastia real cujas origens remeteriam à etíope Rainha de Sabá e ao Rei Salomão de Israel, filho do Rei Davi. Inspirado pela visão política do ativista jamaicano Marcus Garvey, o rastafári combina o cristianismo, o judaísmo e uma consciência política pan-africana. 

Entre suas principais leis e costumes, estão a desaprovação de qualquer forma de modificação do corpo, o uso sacramental da Cannabis e a proibição do consumo da carne e do álcool. A religião foi internacionalmente difundida através dos artistas e letras de Reggae, gênero musical surgido nas favelas jamaicanas na década de 1970. Os membros do movimento são chamados rasta.

*PESQUISA: MAX SANDERS SMITH

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Projeto Brasil: Nunca Mais

 

O Projeto Brasil: Nunca Mais desenvolvido por Dom Paulo Evaristo Arns, Rabino Henry Sobel, Pastor presbiteriano Jaime Wright e equipe, foi realizado clandestinamente entre 1979 e 1985 durante o período final da ditadura militar no Brasil, no ano de 1985, e gerou uma importante documentação sobre a história do Brasil. 
- Sistematizou informações de mais de 1.000.000 de páginas contidas em 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM) revelando a extensão da repressão política no Brasil cobrindo um período que vai de 1961 a 1979, atualmente constituí-se no fundo mais pesquisado do Arquivo Edgard Leuenroth na UNICAMP em Campinas. 

- O relatório completo, resultado do esforço de mais de 30 brasileiros que se dedicaram durante quase seis anos a rever a história do período no país, reescrevendo-a a partir das denúncias feitas em juízo por opositores do regime de 64, bem como o livro publicado pela Editora Vozes, no dia 15 de julho de 1985, tiveram papel fundamental na identificação e denúncia dos torturadores do regime militar e desvelaram as perseguições, os assassinatos, os desaparecimentos e as torturas; atos praticados nas delegacias, unidades militares e locais clandestinos mantidos pelo aparelho repressivo no Brasil. 

O livro publicado é um resumo com cerca de 5% de todas as informações obtidas. 

História 

-O projeto foi apoiado pelo Conselho Mundial de Igrejas, que ajudou com recursos para alugar uma sala, máquina fotocopiadoras e pagar o pessoal para operá-las. 

Desse modo foi possível fotocopiar mais de um milhão de páginas de 707 processos arquivados no Superior Tribunal Militar, obtidos a partir de pedidos de vistas de advogados que atuavam em favor dos direitos humanos.

   *PESQUISA: MAGNO MOREIRA

quinta-feira, 13 de maio de 2021

As Origens da Língua Portuguesa

 

A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar(...) A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar e mais a influência árabe e das tribos que viviam na região. 
 Sua origem está altamente conectada a outra língua (o galego), mas, o português é uma língua própria e independente. Apesar da influência dos tempos tê-la alterado, adicionando vocábulos franceses, ingleses, espanhóis, ela ainda tem sua identidade única, sem a força que tinha no seu ápice, quando era quase tão difundida como agora é o inglês. 

 No oeste da Península Ibérica, na Europa Ocidental, encontram-se Portugal e Espanha. Ambos eram domínio do Império Romano a mais de 2000 anos, e estes conquistadores falavam latim, uma língua que eles impuseram aos conquistados. Mas não o latim culto usado pelas pessoas cultas de Roma e escrito pelos poetas e magistrados, mas o popular latim vulgar, falado pela população em geral. 

Isto aconteceu porque a população local entrou em contato com soldados e outras pessoas incultas, não magistrados. Logicamente não podemos simplesmente desprezar a influência lingüística dos conquistados. 

Estes dialetos falados na península e em outros lugares foram regionalizando a língua. Também devemos considerar a influência árabe, que inseriu muitas termos nestes romanços até a Reconquista. Este processo formou vários dialetos, denominados cada um deles genericamente de romanço (do latim romanice, "falar à maneira dos romanos"). Quando o Império Romano caiu no século V este processo se intensificou e vários dialetos foram se formando. No caso específico da península, foram línguas como o catalão, o castelhano e o galego-português (falado na faixa ocidental da península). Foi este último que gerou o português e o galego (mais tarde uma língua falada apenas na região de Galiza, na Espanha). 

O galego-português existiu apenas durante os séculos XII, XIII e XIV, na Camões, o português uniformiza-se e adquiri as características atuais da língua. Em 1536 Fernão de Oliveira publicou a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa, consolidando-a definitivamente.

PESQUISA: MAGNO MOREIRA

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Hippies e Woodstock

 

O movimento hippie surgiu na cidade de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos, na década de 60. Os hippies pregavam o amor livre, o respeito à natureza, ao pacifismo e à uma vida mais simples, sem preocupações consumistas. Igualmente, utilizavam o consumo de drogas a fim de abrir a mente e serem mais criativos. 


Com a escalada de violência entre Estados Unidos e União Soviética, durante a Guerra Fria, surge um movimento que contesta a violência e o capitalismo: o beat. A cultura beat questionava os valores tradicionais americanos e ocidentais como a moral, o matrimônio, os padrões de beleza e o estilo de vida baseado no consumismo. Sua origem remonta a um grupo de escritores que se reuniram nos anos 50 com o objetivo de criar obras literárias e criticar a sociedade americana. 

 Os principais nomes foram Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs, Anne Waldman, Elise Cowen, entre outros. Veja também: Guerra Fria Características da Cultura Hippie O movimento hippie foi herdeiro da cultura beat americana, mas foram mais além de uma escola literária e criaram um estilo de vida próprio. 

 Não demorou para que os jovens americanos, desiludidos pelo que acontecia na Guerra do Vietnã, sentirem-se atraídos pelo discurso de “paz e amor” e “faça amor, não faça a guerra” Por esta razão, o movimento hippie encaixa-se na vertente da contracultura, pois discorda da cultura dominante. Ainda acreditavam que o consumo de drogas alucinógenas abria a mente às novas possibilidades criativas. 

 O hippies protestaram contra a guerra participando de marchas e também se implicaram nos movimentos feministas e de direitos civis aos afro-descendentes, na linha proposta por Martin Luther King. Com sua defesa à liberdade sexual, também ajudaram a discutir temas referentes à homossexualidade. 

 Vestiam-se de forma oposta à moda vigente com calças e blusas largas, artigos de estampas florais, faixas nos longos cabelos e o uso barbas grandes para os homens. Através do consumo de drogas alucinógenas desenvolveram a cultura psicodélica que se caracteriza pelo uso de cores fortes, traços marcados e referências à natureza, especialmente às flores. Infelizmente, o abuso dessas substâncias tóxicas levaram vários artistas à morte prematura. 

 Veja também: 

Contracultura Festival de Woodstock Festival de Woodstock - 

''O Festival de Woodstock reuniu a juventude para três dias de "paz e música", segundo os produtores O grande marco do movimento hippie foi a realização do festival de música ocorrido em Woodstock, no estado de Nova York, em agosto de 1969. Apresentaram-se artistas como Jimi Hendrix, Joan Baez, Carlos Santana, Janis Joplin, The Who, Grateful Dead, e vários outros. O festival tornou-se um símbolo daquela época ao reunir, durante três dias, pessoas que acreditavam numa sociedade diferente daquela que era proposta pelo statos quo. Fim do Movimento Hippie Nos anos 70, várias ideias defendidas pelos hippies foram absorvidas pela sociedade. Igualmente, alguns dos seus principais representantes como Jimi Hendrix, Jim Morrison e Janis Joplin morreram de overdose. Jonh Lennon, que flertou com o pensamento hippie nos anos 70, foi assassinado em 1980. 

 Também o fato da família Manson, uma comunidade hippie estabelecida na Califórnia, ter cometido vários assassinatos e roubos, contribuiu para desacreditar em parte deste movimento. No entanto, os ideais hippies ainda estão presentes através do movimento ecologista, dos não-consumistas, vegetarianos ou veganos, e mesmo nas campanhas por direitos das minorias''. 

 Movimento Hippie no Brasil Tropicalismo Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil foram os expoentes do tropicalismo O movimento hippie no Brasil coincide com o período da ditadura militar. Isso torna o movimento um alvo dos militares e bastante criticado pela sociedade como um todo. 

A sua face mais visível é o tropicalismo que mistura vários princípios hippies, porém reinterpretados-os para a realidade brasileira. Assim, temos nomes como Gilberto Gil e Caetano Veloso reivindicando uma nova forma de fazer música e letras cheias de simbologias. Igualmente, temos o músico Raul Seixas mesclando o rock com ritmos nordestinos. 

Suas letras compostas com o escritor Paulo Coelho falavam de outras eras, espaçonaves e criticavam o mundo capitalista. No Brasil, existiram algumas comunidades hippies onde se pregava a coletividade, o bem comum, o amor livre e o consumo drogas.



TODA MATÉRIA
PESQUISA: MANU MOREIRA E MAX SANDERS

terça-feira, 11 de maio de 2021

Homem das cavernas e os dinossauros viveram na mesma época ?​

 

Essa postagem se deve a uma pergunta que recebi de um garoto de dez anos, Pedro Henrique, qual criança não gosta desse assunto de dinossauros  ?​ aqui vão algumas respostas:

''Não, porque naquela época viviam na terra grandes predadores que impossibilitaram a evolução de seres menores que não tinham como se defender por isso o homem so surge após a extinção dos dinossauros''

''Dinossauros e homens viveram no mesmo período? Há diversas teorias cientificas e religiosas que rondam não só o planeta terra em si, mas o universo no geral.

Muitas delas já foram desmentidas ou até mesmo comprovadas. O caso mais recente, considerado um marco na história da ciência, foi a comprovação da existência das ondas gravitacionais previstas na Teoria da Relatividade do famoso físico Albert Eistein.

Então, o que nos impede de acreditar em teorias que possuem alguma lógica? Uma simples prova ou argumento pode trazer uma nova visão para um determinado assunto, até então considerado impossível aos olhos atuais.

Há uma teoria já muito antiga, que diz que os homens e os dinossauros coexistiram na mesma época, será que isso realmente aconteceu?''


PESQUISA: MAX SANDERS E MAGNO MOREIRA

terça-feira, 4 de maio de 2021

Opinião de blogueiro: Ranking: R. Seixas e depois Zé Ramalho

 

Na opinião desse intrépido e incauto blogueiro, no ranking da MPB depois de Raul Seixas vem Zé Ramalho, ele é da Paraíba,Zé Ramalho, nome artístico de José Ramalho Neto (Brejo do Cruz, 3 de outubro de 1949) é um cantor, compositor e músico brasileiro.
Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Zé Ramalho na 41ª posição. Pelo lado paterno, é primo da também cantora Elba Ramalho. José Ramalho Neto nasceu em 3 de outubro de 1949 na cidade de Brejo do Cruz, no sertão da Paraíba, no Brasil, a 380 quilômetros da capital, João Pessoa, filho de Estelita Torres Ramalho, uma professora do ensino fundamental, e Antônio de Pádua Pordeus Ramalho, um seresteiro. Quando tinha dois anos de idade, seu pai se afogou em uma represa do sertão, e passou a ser criado por seu avô. A relação entre os dois seria mais tarde homenageada na canção "Avôhai". Após passar a maior parte da sua infância em Campina Grande, sua família se mudou para João Pessoa. Zé ingressou no curso de medicina da Universidade Federal da Paraíba.

 Assim que a família se estabeleceu em João Pessoa, ele participou de algumas apresentações de Jovem Guarda, sendo influenciado por Renato Barros, Leno e Lílian, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys, Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd e Bob Dylan. Em 1974, seu primeiro filho com Ízis, Christian, nasceu. Antes de compor, ele escrevia versos de cordel.

 Carreira Os primeiros trabalhos: 1974-1975 

 Zé Ramalho no começo dos anos 1970 Em 1974, ele tocou na trilha sonora do filme Nordeste: Cordel, Repente e Canção, de Tânia Quaresma. Na época, passou a misturar as suas influências: de Rock "n" Roll a forró. Um ano depois, gravou seu primeiro álbum, Paêbirú, com Lula Côrtes na gravadora Rozenblit. Hoje em dia, as cópias desse disco valem muito por serem raras. Começo da carreira: 1975-1984 Em 1976, deixou o curso de medicina e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde tentou encontrar uma gravadora para lançar seu primeiro disco. Depois de ser dispensado por vários produtores e executivos, encontrou uma oportunidade com Jairo Pires, na época da CBS.

 Em 1977, gravou seu primeiro álbum solo, Zé Ramalho. No ano seguinte, seu segundo filho, Antônio, nasceu. Em 1979, veio o terceiro filho, João, fruto de sua relação com a cantora Amelinha, e também o segundo álbum, A Peleja do Diabo com o Dono do Céu. Ainda neste ano, produz o álbum 20 Palavras ao redor do Sol, primeiro trabalho de Cátia de França. Mudou-se para Fortaleza em 1980, onde escreveu seu livro Carne de Pescoço. 

O terceiro álbum A Terceira Lâmina, foi lançado em 1981, ano em que nasceu sua primeira filha, Maria Maria; logo após, veio o quarto disco, Força Verde, em 1982. Em 1983, após o lançamento do quinto álbum, Orquídea Negra, terminou sua relação com Amelinha Collares. Depois de gravar Pra Não Dizer que Não Falei de Rock (também conhecido como Por Aquelas que Foram Bem Amadas), no início do ano de 1984, casou com Roberta Ramalho, com quem é casado até hoje. Acusação de plágio Zé Ramalho foi acusado na edição da revista Veja de 21 de julho de 1982 de plagiar na letra da canção "Força Verde", um texto de William Butler Yeats utilizado como introdução pelo roteirista Roy Thomas numa revista em quadrinhos do Hulk publicada no Brasil 10 anos antes pela GEA. 

 
Queda na popularida
de: 1985-1990 

Os anos 80 seriam palco de uma queda no sucesso de Zé Ramalho, com o lançamento dos álbuns De Gosto de Água e de Amigos (1985), Opus Visionário (1986) e Décimas de um Cantador (1987). Uma possível causa dessa fase ruim seria o uso de experimentalismo na música. Em 1990 e 1991, ele tocou nos Estados Unidos para um público brasileiro. 

De volta ao sucesso: 1991-2001


Em 1991, sua única irmã, Goretti, morreu. Ainda assim, gravou seu décimo primeiro álbum, Brasil Nordeste (que continha regravações de músicas típicas nordestinas) e voltou ao seus tempos de sucesso. A canção "Entre a Serpente e a Estrela" foi utilizada na trilha sonora da novela Pedra Sobre Pedra. Em 1992, teve seu quinto filho, José, (o primeiro com Roberta), fato que foi seguido pelo lançamento do álbum Frevoador. Em 1995, nasceu a segunda filha: Linda.

Em 1996, gravou o álbum ao vivo O Grande Encontro com Elba Ramalho e os famosos nomes da MPB Alceu Valença e Geraldo Azevedo. No mesmo ano, lançou o álbum Cidades e Lendas.

O sucesso de O Grande Encontro foi grande o suficiente pra que Zé Ramalho decidisse gravar uma nova versão de estúdio em 1997, desta vez sem Alceu Valença. O álbum vendeu mais de 300.000 cópias, recebendo os certificados ouro e platina.

Para celebrar seus vinte anos de carreira, lançou o CD Antologia Acústica. A gravadora Sony Music também lançou uma box set com três discos: um de raridades, um de duetos e um de sucessos. A escritora brasileira Luciane Alves lançou o livro Zé Ramalho – um Visionário do século XX.

Antes do fim do milênio, um outro sucesso Admirável Gado Novo (primeiramente lançado no álbum A Peleja do Diabo com o Dono do Céu) foi usado como tema do líder sem terra Regino, personagem emblemático de Jackson Antunes na novela O Rei do Gado. Ele também lançou o álbum Eu Sou Todos Nós, seguido do Nação Nordestina, sendo que nesse último a música nordestina foi novamente explorada. O álbum foi indicado para o Latin GRAMMY Award de Melhor Álbum de Música Regional ou de Origem Brasileira.


PESQUISA: MAGNO MOREIRA

CONTEÚDO: MPB TOTAL

quinta-feira, 29 de abril de 2021

'😁 ''NOCO'' Polêmica sobre capa de álbum 'Todos os Olhos' de Tom Zé 😁

 


Mais de 40 anos após lançamento do disco, envolvidos no projeto dão suas versões sobre a imagem. Afinal, é uma boca ou um ânus? Mais de 40 anos depois de seu lançamento, o álbum “Todos os Olhos” (1971), de Tom Zé, ainda gera debates. 

A questão nunca esclarecida é se a imagem retratada na capa é uma boca ou um ânus. No “Conversa com Bial”, em dezembro passado, Tom Zé não soube responder a questão. 

 Mas a produção do programa foi em busca de respostas e convocou o fotógrafo Reinaldo Moraes e o publicitário Chico Andrade, envolvidos no projeto, para esclarecer a dúvida. 

 Reinaldo e Andrade resgataram a história do álbum. Mas cada um conta uma versão. Confira o vídeo em que os dois relembram os momentos da produção da capa. “Movido por essa molecagem da idade, daquele momento, eu falei: ‘vou atrás, tanto das bolinhas de gude quanto do lugar onde colocá-la’. 

Aí uma amiga minha, muito amiga, sugeri para ela. E ela no mesmo instinto de molecagem, de farra mesmo, topou", recordou Reinaldo. "A sessão fotográfica foi épica. 

Porque minha máquina fotográfica era uma porcaria. Levei também farinha de trigo com água pra fazer a cola. Uma vez terminada a sessão. No dia seguinte entreguei os rolos de filme e ele falou que chegaram a conclusão que não estava dando ambiguidade, estava muito claramente um ânus e não queriam isso”, contou o fotógrafo, afirmando que acabaram optando por fazer novos registros usando uma boca. Já Chico foi direto: “A gente fez uns testes com boca, mas foi um c... mesmo. Era um trocadilho gráfico”. 

 “Essa foto foi o seguinte. Eu reuni três pessoas na época. 

Fomos até o Jockey Club. Tinha aquelas moças que faziam programa a noite. Contratamos uma fulana. A gente queria saber quanto que era o cachê e a gente pagaria o que ela perderia do tempo dela pra tirar essa foto. Feito isso, levamos a moça para agência. 
E foi aprovado, fizemos o layout...”. 

 E se a dúvida perseguiu mesmo após a consulta com dois envolvidos com o projeto, o coloproctologista Umberto Morelli foi consultado para tentar solucionar o mistério. 


 “É uma boca”, respondeu ele, ressaltando que o controle do ânus é ligado a evacuação e não a gestão de um objeto. No caso, a bolinha de gude.

G1


Charles Gavin, ex-baterista dos Titãs e apresentador do programa Som do Vinil (Canal Brasil). 
Existe uma máxima dita por aí que trata das coisas antigas: “quem vive de passado é museu”. Discordo. 

Prefiro acreditar em Renato Russo, que cantava “o futuro não é mais como era antigamente”. E, usando o tema deste espaço, a música, posso comprovar. 

Um passeio pelas grandes lojas de discos que ainda resistem e você pode encontrar uma série de títulos lançados primeiramente em LP agora apresentados em versão CD. 

 Essa enxurrada de disquinhos prateados no lugar dos antigos bolachões se deve ao trabalho de pesquisadores que se embrenham nos arquivos das gravadoras em busca daquele disco lançado décadas atrás, mas que acabou esquecido embaixo de um monte de poeira. 

Entre esses arqueólogos, um dos nomes mais conhecidos é do paulistano Charles Gavin, ex-baterista dos Titãs e apresentador do programa Som do Vinil (Canal Brasil). 

 Desde 1999 nessa empreitada, o músico já foi responsável por mais de 500 reedições. Entre elas, os dois únicos LPs do Secos & Molhados (Série Dois Momentos), as décadas de 1960 e 1970 de Marcos Valle (no box Tudo) e o único trabalho da power band de Hermeto Pascoal e Lanny Gordin, Brazilian Octopus (série Som Livre Masters). 

Charles Gavin agora está envolvido com a Coleção Cultura, projeto encabeçado pela Livraria Cultura que já tirou do “umbral” 20 discos, nacionais e internacionais, que passeiam por clássicos obscuros do sambajazz até o progressivo brasuca. Outros 10 estão sendo planejados para o segundo semestre. 

 Já nas lojas, Herbie Mann & João Gilberto & Tom Jobim (1962), por exemplo, é um encontro de estrelas da maior grandeza em torno da Bossa Nova. Filho de russos e romenos, criado em Nova York, Herbie era um apaixonado pelas possibilidades artísticas do banquinho e violão. 

O mesmo pode ser dito do cantor americano Jon Hendricks, que homenageou o pai da Bossa Nova em Salud! João Gilberto (1961). Outra preciosidade, há tempos esquecida, é o cartão de visita do arranjador Artur Verocai. 

Lançado em 1972, agora relançado em CD e LP, o disco mistura jazz, funk e soul, com uma roupagem elegante e participações fundamentais de Célia e Carlos Dafé.

* Arqueologia Musical *

quinta-feira, 22 de abril de 2021

''O bom e o velho Rock and Roll''

 

O Rock é uma vertente musical surgida do termo Rock and Roll. Originou-se nos Estados Unidos na segunda metade do século XX, alcançando seu auge nos anos 70 e 80. O gênero é fruto de uma combinação de diversos tipos de música, principalmente a música negra, que com o passar do tempo, desdobrou-se também em outros subgêneros. Hoje em dia ganhou o mundo e mobiliza grande número de pessoas que apreciam a vertente, tendo até uma data em sua homenagem, o Dia Mundial do Rock, em 13 de julho. 

O surgimento do rock aconteceu nos EUA como consequência da mistura de outros estilos musicais, com enfoque no jazz, folk, country e rhythm and blues. As primeiras experimentações ocorreram ainda na década de 40, sobretudo em seus últimos anos, mas foi nos anos 50 que a vertente ganhou contornos mais nítidos. Os nomes que se destacaram nessa primeira fase foram: Jackie Brenston, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Jimmy Preston, Little Richard, Bill Haley, Chuck Berry (esse considerado por muitos como o "pai do rock") e outros. 

 Apesar de quase sempre esquecidas, é importante pontuar a atuação das mulheres nesse contexto. Nomes como Sister Rosetta Tharpe, Memphis Minnie, Aretha Franklin e demais mulheres tiveram enorme importância para a história do rock. O rock através das décadas Nos anos 50 surge uma figura que viria a ser considerada mais tarde como "rei do rock", era Elvis Presley. 

O rapaz branco vindo da cidade de Memphis, no Tennessee, cantava no coro da igreja quando criança e recebeu influência do blues, vertente musical de origem negra. Elvis, imitando o estilo de músicos negros, deu ao rock visibilidade com uma postura "rebelde", aliando à sonoridade empolgante uma dança provocativa, tanto que foi chamado de Elvis, The Pelvis. 

 É importante salientar que, por conta de sua pele branca, Elvis teve maior espaço na mídia da época e foi melhor aceito pela sociedade conservadora americana. Ainda na década de 50, com as inovações tecnológicas, a guitarra elétrica foi criada, dando um carácter eletrizante para os concertos de rock e vindo a ser um instrumento essencial para o gênero. Nos anos 60 aparecem novos nomes na cena e o rock ganha ainda mais o coração do público. Têm destaque nesse momento: The Doors, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Pink Floyd, além das bandas The Beatles e Rolling Stones, que fizeram um sucesso estrondoso, ganhando fãs no mundo todo. 

Muito se fala sobre a origem negra do Rock. O que é a mais pura e incontestável verdade. Mas poucos sabem dizer o que é o Rock’n’Roll, como nasceu e o que aconteceu em seu surgimento e desenvolvimento. Reparem que começo o parágrafo dizendo “Rock” e posteriormente digo “Rock’n’Roll”. Não foi acaso, viu? Esse texto pretende ser um pequeno e resumido guia sobre esse capítulo do grande livro da música negra criada no século XX.

 


Laura Aidar Arte-educadora e artista visual/TODA MATÉRIA



                                                        PESQUISA: MAGNO MOREIRA 

quarta-feira, 21 de abril de 2021

A mulher psicodélica

 

VOU PINTAR UM QUADRO PRA VOCÊ ... 


EXPLODIREI MEU AMOR EM CORES MÚLTIPLAS SÓ PARA O DELEITE DAS SUAS IRAS  DESPUDORADAS 
 COBRIREI O SEU CORPO DE AZUL TURQUESA O SEU SEXO 
PINTAREI DE VERMELHO A NUCA DE BRANCO O VENTRE VERDE 
NA CABEÇA USAREI O AMARELO 
 AS NÁDEGAS SERÃO ROSAS 
AS COSTAS DEVERÃO SER PRETAS 
 AS PERNAS MARROM 

 PÉS E MÃOS CINZAS E AS OUTRAS PARTES PINTAREI DE PRATA E OURO ... 

COLOCAREI TUDO EM UMA TELA E ATEAREI FOGO ... ATÉ PERCEBER A PRESENÇA DAS CINZAS ... 
 ATÉ PERCEBER O PRETO SOBREPONDO A TODAS AS OUTRAS CORES ... ESCONDEREI O ARCO IRIS EM UM ATO COMPARÁVEL A NERO EM ROMA. 

                                                               POETA DA LUA, JUNHO DE 2009

segunda-feira, 19 de abril de 2021

poluição eletromagnética

Tendo tem vista o conjunto de observações anteriormente mencionada sbre tema, julgamos ser oportuna a formulação de algumas sugestões aos responsáveis pelo setor elétrico no país, com vistas à adoção de medidas atenuadoras do impacto acarretado pelos campos eletromagnéticos
exposição populacional contínua aos campos eletromagnéticos de baixa tensão:

a) Planejar a gradual interdição de instituições e de outros locais, onde se desenvolvam atividades infantis (creches, escolas, parques e praças públicas), situados nas proximidades de fontes de alta tensão elétrica (linhas de transmissão, estações e subestações elétricas, entre outras).

b) Desenvolver atividades rotineiras de medições de campos eletromagnéticos

de baixa tensão, de maneira a assegurar que a exposição contínua de grupos populacionais, sobretudo crianças, se mantenha em níveis menores que 2,5 µG.

c) Limitar a construção de novas linhas de transmissão, estações e subestações

elétricas à áreas geográficas suficientemente distanciadas de núcleos populacionais,

de modo que sua exposição contínua aos CEM seja menor que 2,5 µG.

d) Planejar a realocação de fontes de alta tensão elétrica situadas no perímetro

urbano de áreas densamente povoadas (transformadores, subestações, linhas de transmissão), visando obter níveis residuais



                 PESQUSA: MAGNO MOREIRA

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Mais um disco dos Beatles comemora 50 anos

Today marks the 50th anniversary of The Beatles’ final studio album Let It Be. But, of course, their last record also marks their break-up and the disputes between the Fab Four in the run-up to its release. In fact, had Let It Be been left up to John Lennon, Paul McCartney, George Harrison and Ringo Starr, the album may well have never seen the light of day.

Mais uma preciosidade do rock completa 50 anos em 2020, refiro - me ao álbum Let it be dos Beatles.O disco "Let It Be", último LP lançado pelos Beatles, completa 50 anos  em 2020.

A 12ª obra do Fab Four, que liderou as paradas no Reino Unido e nos Estados Unidos, chegou às lojas quase um mês após a separação do grupo O disco, no entanto, não foi o último gravado por eles. Isso aconteceu com "Abbey Road", que foi lançado, antes, em setembro de 1969. O Let it be na opinião desse intrépido e incauto  blogueiroLet it be é o  melhor disco da banda.

 

                                por Magno Moreira em 09/2020.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

A utopia de More

A utopia é um livro instigante, esse intrépido e incauto blogueiro que vos escreve está relendo essa obra prima da literatura,imagino que li ''A utopia'' nos anos 90
 

O termo Utopia foi criado pelo inglês Thomas More para intitular um romance filosófico em 1516. Para compor a palavra, Thomas More juntou duas palavras gregas: "ου" (não) e "τοπος" (lugar), ou seja, se formos interpretar a palavra seguindo sua etimologia, Utopia significa um lugar que não existe na realidade. No entanto, a obra tornou-se tão célebre que o termo foi considerado uma espécie de gênero de escrita caracterizado por conter como principal tema uma organização política e/ou social ideais, geralmente em contraponto a uma organização política e/ou social atuais.

Por exemplo, se um autor vive sob um regime totalitário e escreve uma obra sobre uma sociedade que não existe representando por meio dela uma forma de governo considerada ideal, é possível que ele tenha escrito uma utopia, mesmo que sua obra não esteja diretamente vinculada à filosofia. Também pela definição posterior do termo, como gênero, podemos entender que a obra “A República” de Platão, embora escrita antes da obra de More e, portanto, antes da palavra ter sido inventada, trata-se de uma utopia, pois nela mostra-se a criação de uma cidade governada por reis-filósofos para responder à questão “o que é justiça?”.

Uma das marcas que indicam, em uma obra filosófica, a diferença entre uma utopia e uma Filosofia Moral ou Política é a exposição do pensamento: em vez de o autor de uma utopia trabalhar com conceitos e argumentos, ele expõe os conceitos aplicados a uma situação concreta. Por exemplo, Thomas More cria uma ilha-reino, com a geografia descrita provavelmente a partir de narrativas sobre a América, em que demonstra como seria aplicável uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, na qual a razão é o critério para estabelecer condutas sociais e não o autoritarismo do Rei ou da Igreja – que, em seu contexto histórico, a Inglaterra do século XVI, estavam reunidos na figura de Henrique VIII, chefe de Estado e da Igreja Anglicana, criada por ele como forma de reverter a proibição da Igreja Católica ao seu novo matrimônio com Ana Bolena.

A Utopia de Thomas More

Thomas More, também conhecido pela forma latinizada do seu nome, Thomas Morus, foi um homem bastante influente na sua época, ocupando inclusive o cargo de Chanceler de Henrique VIII da Inglaterra. Estudou em Oxford, onde conheceu outro pensador importante do período, Erasmo de Roterdã que dedicou a ele sua principal obra, “Elogio da loucura”, e com quem estabeleceu correspondência. Ambos, humanistas e leitores dos filósofos clássicos, com grande simpatia por aquilo que diziam os estoicos e epicuristas, contestavam a tradição escolástica e queriam promover uma educação política que permitisse que as pessoas tivessem liberdade de pensamento. Essa base lançada por eles foi um terreno frutífero para a discussão filosófica posterior.

Justamente por prezar a liberdade de pensamento, More foi condenado à prisão por traição e, depois, à morte por manter-se firme em sua recusa ao novo matrimônio de Henrique VIII que contrariava um dos dogmas da Igreja Católica, a qual pertencia, e segundo o qual diz-se que só é possível contrair um novo matrimônio em caso da morte do cônjuge.

A religião em Utopia

Apesar de ter se oposto tão firmemente à Igreja Anglicana criada pelo rei, em Utopia todos têm liberdade religiosa e apenas deveriam ser vistos com desconfiança aqueles que não professavam nenhuma fé. Isso porque, na obra de Morus, a fé é consequência da razão e instrumento para exercício da justiça: os utopianos acreditam em Deus porque, pela razão, reconhecem que sua existência depende dele; a crença em um julgamento futuro faz com que todos se apliquem a exercer a justiça e a não se entregarem a prazeres de forma desregrada. Ou seja, aos utopianos é recomendada a fé em Deus, mas podem discordar a respeito de sua identidade.

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A religião de Utopia é formada a partir de preceitos do cristianismo e, também, de escolas filosóficas como o estoicismo e o epicurismo. Tem três verdades básicas:

1) A fé na existência de um ser supremo, como já foi dito;

2) A providência de Deus em relação aos homens é amável;

3) A fé na providência e na retribuição futura para a alma, que é imortal.

O bem comum, a divisão do trabalho e a propriedade privada

Um dos pontos principais de Utopia é a preocupação com o bem comum ao qual se submete o bem individual. Para tanto, os utopianos preferem a divisão dos bens entre todos, pois acreditam que isso garantiria a abundância para todos e não a concentração de riquezas nas mãos de um grupo pequeno. Diz Morus:

“É minha convicção firme que uma distribuição segundo critérios de equidade ou uma planificação justa das coisas humanas não é possível sem eliminar totalmente a propriedade privada. Enquanto ela subsistir, estou convencido de que há de continuar sempre a haver, entre grandíssima parte da humanidade e entre a melhor parte dela, o fardo angustiante e inelutável da pobreza e da miséria.” (MORVS, 2006, p. 479).

Por meio da divisão do trabalho, todos trabalhariam apenas o necessário para garantir o bem geral, pois do mesmo modo que ninguém trabalharia para outra pessoa, ninguém poderia se esquivar da sua responsabilidade. Até os viajantes deveriam trabalhar antes de serem alimentados. Em caso de haver produção além da necessidade de consumo, as horas de trabalho seriam reduzidas. A esse respeito, diz Morus:

“Se todos trabalhassem, a carga horária diminui para todos. Havendo seis horas apenas para trabalhar, [...] esse tempo é suficiente para produzir bens abundantes que bastem para as necessidades e que cheguem não apenas para remediar, mas até sobrem” (MORVS, 2006, p. 507).

Geografia da ilha de Utopia e organização político-social

No segundo livro, descreve-se a ilha como um semicírculo de quinhentas milhas de arco onde existem cinquenta e quatro cidades organizadas a partir da estrutura familiar. Na capital, há trinta famílias, cada uma dirigida por um filarca, o mais idoso e, em tradução literal, “aquele que a ama” (MORVS, 2006, p. 517). O principal papel do filarca é mediar a participação da população nas decisões políticas, mas sua função é supervisionar o trabalho e evitar a preguiça. Pratica-se a monogamia e todos sabem quem são seus filhos. No entanto, cada família nuclear é integrada às outras famílias com quem tenha laços de sangue. Cada família, entendida nesse contexto mais amplo, contém entre dez e dezesseis adultos na cidade e até quarenta no campo. Resumindo

A palavra “Utopia” aparece pela primeira vez na obra homônima de Thomas More. Significa “não lugar”, ou seja, um lugar que não existe na realidade.

Posteriormente, “Utopia” passou a ser considerado uma espécie de gênero de escrita caracterizado por conter como principal tema uma organização política e/ou social ideais, geralmente em contraponto a uma organização política e/ou social atuais.

A ilha-reino criada por Thomas More teve seu nome derivado de Utópos, seu descobridor.

A geografia da ilha foi descrita provavelmente a partir de narrativas sobre a América.

A “Utopia” é descrita como um semicírculo de quinhentas milhas de arco onde existem cinquenta e quatro cidades organizadas a partir da estrutura familiar:

Na obra, em estilo irônico e narrada pelo personagem Rafael Hitlodeu, Thomas Morus demonstra como seria aplicável uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, na qual a razão é o critério para estabelecer condutas sociais e não o autoritarismo do Rei ou da Igreja.


Por Wigvan Pereira
Graduado em Filosofia

Brasil Escola 


 PESQUISA: MANU MOREIRA

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Ensaio de poeta


Vermelho

'Espelho vermelho, 
degredo sossego, 
bendito artelho, 
maldito segredo'


Morfina

'Rosto profano,
galope n'areia,
doce engano,
morfina na veia'


Ensaio de poeta por Max Magno em 10/04/2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Esfigmomanômetro

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De todos os inventos humanos após a escrita,esse aparelho me chama a atenção, me refiro ao esfigmomanômetro (português brasileiro) ou esfigmomanómetro (português europeu) é um aparelho para verificar a pressão arterial (PA). Consiste num sistema para compressão da artéria braquial.

É composto por uma bolsa inflável de borracha de formato laminar, a qual é envolvida por uma capa de tecido inelástico (braçadeira, cuff com manguito = bladder) e conectada por um tubo de borracha a um manômetro e por outro tubo, que contém uma válvula controlada pelo operador, conectado a uma pêra, que tem a finalidade de insuflar a bolsa pneumática. Usado para medida indireta da pressão arterial. Com o auxílio de um estetoscópio para a ausculta dos sons de Korotkov é possível a verificação tanto da pressão sistólica quanto da pressão diastólica.

O dispositivo foi inventado por Samuel Siegfried Karl Ritter von Basch, em 1881. O médico italiano Scipione Riva-Rocci introduziu uma versão mais fácil em 1896. Em 1901, Hervey Cuching modernizou o dispositivo e popularizou-o dentro da comunidade médica.

Pesquisa - Mago Moreira

domingo, 12 de maio de 2019

Origem do Dia das mães

Origens da comemoração na Grécia, Roma, Inglaterra, Estados Unidos, significados, oficialização da data, tradição da entrega de presentes, comercialização desta data comemorativa
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Introdução e significado No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães. História do Dia das Mães Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens à deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens à deusa. Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muito parecida com a grega, faziam este tipo de celebração.

Em Roma, durava cerca de 3 dias (entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele, mãe dos deuses. Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus. Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”. Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães.

Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente. Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano.

A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e o foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas e pelo marketing, com objetivos meramente comerciais.

Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.

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 Pesquisa - Magno Moreira e Maria da Conceição da Silva

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Paulo Tertulino num dia de sol na ''Capital do Vestuário''

Paulo Tertulino  um dos nomes mais importantes do jornalismo de Cianorte PR e do estado do Paraná deparou se com duas mulheres que admira muito. A Edineia Santos, comunicadora da Cia FM, esposa do grande amigo , o ''Sérgio Gamarra'', e a Madalena, esposa do grande amigo Magno Moreira, o blogueiro. 

Bom que ele ia deixar por menos. Falou logo '' - minas vamos fazer uma foto. Fala sério?'' ''Fiquei mais bonito que as duas juntas'' comentou Paulo com o seu senso jovial e refinado.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Qual é a origem da expressão “OK?”

A primeira vez que o termo apareceu na imprensa foi num jornal de Boston, nos Estados Unidos, em 1838. Fora isso, tudo o que se sabe a respeito da expressão, usada para indicar que algo está all correct (“tudo certo”, em inglês), não passa de hipótese. E são muitas. Uma das explicações é que o ok seria uma tentativa de os americanos imitarem, no século 18, a pronúncia francesa do nome de um excelente rum da época, o Aux Cayes. Produzida na então colônia do Haiti, a bebida era tão saborosa que os consumidores deram seu nome a tudo que consideravam bom e perfeito. 

Outra versão diz que o ok surgiu como abreviatura da expressão inglesa oll korrect, forma vulgar de escrever all correct, indicando, no universo náutico, que nada de errado havia com uma embarcação. “O marinheiro encarregado de fazer a vistoria, não encontrando nenhuma irregularidade, dizia ‘ok’ e o navio zarpava”, diz o etimologista e escritor Deonísio da Silva, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Uma terceira hipótese relaciona a popularização da expressão às iniciais da cidade Old Kinderhook. 


Lá nasceu Martin von Buren, candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos. “Durante a campanha, o político usava a expressão como saudação e gesto de que tudo ia bem com ele”, diz Deonísio. E ficou mesmo tudo ok com Martin von Buren, que venceu as eleições e foi presidente entre 1837 e 1841. 


Pesquisa - Magno Moreira 
Fonte - Super Interessante e  Redação Mundo Estranho access_time 4 jul 2018, 20h17 - Publicado em 18 abr 2011, 18h51

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Wish You Were Here in Guantanamo Bay — Resenha de ‘Is This The Life We Really Want?’, Roger Waters

O album me surpreendeu pelas letras de cunho político-social , inclusive com deboches do presidente norte americano Donald Trump, o ex-baixista e letrista do Pink Floyd Roger Waters está de volta com seu primeiro álbum em quase 25 anos, produzido por Nigel Godrich (Radiohead). 

Vale a pena embarcar nesta viagem musical política raivosa? Vale sim, e muito!  A temática social faz do trabalho um projeto audacioso desse músico  consagrado. O trabalho nos remete a uma atmosfera down, sombria e angustiante, o que nos faz lembrar de dois álbuns do Pink Floyd, o The Wall e o Final Cut.

Pesquisa Magno Moreira
 Fonte - Meio bit

sábado, 1 de dezembro de 2018

Vídeos - 50 anos do Album branco dos Beatles, e as trinta faixas que abalaram o mundo

Antes de mais nada relembro nessa publicação que a primeira vez que ouvi o Album branco dos Beatles faz mais de vinte anos, quem me apresentou a esse icônico disco foi meu amigo de mais de três décadas Fabio Gumiero.
Esse artigo que esse incauto e intrépido blogueiro reproduz a baixo é  o melhor artigo sobre Rock que eu li na minha vida, ele foi publicado pela Revista Cult


As primeiras gravações dos Beatles, quando comparadas com as de inúmeros outros conjuntos de rock surgidos na Inglaterra no mesmo período, não parecem revelar nada de excepcional. Os arranjos vocais são talvez mais caprichados que o da maioria das outras bandas, mas a qualidade do instrumental não é muito superior à do Dave Clark Five; quanto à potência sonora, sempre um fator importante em se tratando de rock, o conjunto não se compara aos Rolling Stones ou a The Who; e sem dúvida nenhum dos seus vocalistas está no nível de Eric Bur­don dos Animals. 
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No entanto, as primeiras apresentações do conjunto produziam no público – formado basicamente por adolescentes do sexo feminino – uma espécie de histeria coletiva. Houve quem tentasse explicar o fenômeno apontando para a presença em “I wanna hold your hand”, primeiro megassucesso do grupo, de uma passagem harmônica incomum na música de consumo, já que a pobreza da letra e da melodia não parecia conter nada que pudesse justificar tamanho entusiasmo. Fosse como fosse, a primeira turnê dos Beatles nos Estados Unidos, não muitos meses após o trauma nacional do assassinato de John Kennedy, encontrou entre os jovens norte-americanos uma recepção muito além do que parecia compreensível ou mesmo concebível. 

Em retrospecto, tem-­­se a impressão, por mais ilógica que seja, de que aquele primeiro público de algum modo adivinhava que os Beatles tinham algo de especial. Numa carreira que durou apenas oito anos, as realizações desses quatro músicos primitivos (o próprio Geor­ge Harrison se autoquali­ficou de jungle musician) foram de fato impressionantes. 


Os Beatles modificaram radicalmente o rock e o próprio conceito de música popular, introduzindo no circuito do consumo informações oriundas da música erudita e da música oriental. Além disso, é bem provável que a popularização da música clássica indiana no Ocidente por eles provocada tenha sido uma das fontes que impulsionou o minimalismo entre os compositores eruditos mais jovens. Foi também grande o impacto do conjunto sobre a indústria fonográfica: os Beatles estiveram entre os primeiros a gravar faixas que se estendiam muito além dos tradicionais três minutos, e devem-se também a eles a concepção do álbum duplo e a ideia de que a capa de um disco não precisa se limitar a reproduzir o retrato do artista sorridente, posando ao lado de seu instrumento. 


A revolução desencadeada pelo quarteto de Liverpool teve início, de modo cauteloso, em 1965, quando saíram o álbum Rubber Soul, de 1965, em que George trocou a guitarra elétrica por um sitar numa faixa (“Norwegian wood”), e o compacto Yesterday, com acompanhamento de orquestra de cordas. No ano seguinte saiu Revolver, um disco ainda mais experimental, com um solo de guitarra executado com a fita tocando ao contrário (“I’m only sleeping”). Como todos sabem, a grande ruptura foi o lançamento de Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band, em 1967, seguramente um dos álbuns mais importantes da história da música popular, sobre o qual muito já foi escrito. 


No entanto, revisitando o legado musical do conjunto, constato que o melhor dos Beatles é o álbum duplo que traz a capa em branco e ostenta como no­me apenas as palavras The Beatles gra­­vadas em alto-relevo e que se tornou conhecido como The White Album. Foi produzido em meio a uma intensa crise. No decorrer de seis meses de trabalho de estúdio, o conjunto chegou a se desfazer, porém as gravações continuaram; várias faixas foram concebidas e gravadas com a participação de apenas dois membros do conjunto, sem que os demais tomassem conhecimento do que estava sendo feito. 


John Len­non, Paul McCartney e George Harrison já estavam cada um procurando um caminho próprio: Lennon desenvolvia o som agressivo e visceral que culminaria com o álbum do “grito primal”; McCartney já praticava o multiinstrumen­talismo que exibiria em seu primeiro LP solo; e Harrison dava início a seu melhor período como compositor, que prosseguiria em Abbey Road, fecho de ouro dos Beatles, e floresceria pela última vez na sua obra-prima, o triplo All Things Must Pass. 


O resultado final foi, como não podia deixar de ser, um álbum heterogêneo, descentrado, diferente de tudo o que os Beatles haviam feito até então. Logo no momento em que surgiu, parecia claro que aquele álbum imenso, com mais de hora e meia de duração, fazia uma espécie de levantamento geral da história do rock. O que ninguém podia imaginar, porém, é que ele continha também o prenúncio de boa parte do que viria a surgir nas décadas seguintes. É essa sua dupla natureza, retrospectiva e prospectiva, que torna o Álbum Branco uma obra única. É claro que ele não poderia ter tido o impacto de Sgt. Pepper: o caminho estava aberto, e tudo já se tornara possível num disco de rock. 


Também não tinha o acabamento formal irretocável de seu ilustre antecessor, concebido como uma espécie de suíte pop em treze movimentos; muito pelo contrário, suas trinta faixas são desconexas e desiguais em termos de qualidade, variando do extraordinário ao péssimo. Mas essa heterogeneidade é precisamente um dos fatores que tornam o Álbum Branco o documento de época que é: se tivéssemos de escolher um único artefato para resumir o que 1968 representou para uma parcela importante da juventude ocidental, esse disco seria talvez a melhor escolha. Não é por outro motivo que a ensaísta norte-americana Joan Didion escolheu The White Album como título do livro em que tematiza 1968. Súmula do rock passado e futuro e mais completa tradução do ano que não terminou: vejamos de que modo o Álbum Branco consegue ser tudo isso, examinando-o faixa a faixa, tal como ele se apresenta ao ouvinte. 


O primeiro disco tem início com um admirável pastiche de rock’n roll clássico assinado por McCartney, “Back in the U.S.S.R.”, alusão a “Back in the U.S.A.” de Chuck Ber­ry, em que referências à União Soviética substituem as originais, aos Estados Unidos. Fora a sequência harmônica pouco ortodoxa no começo, tudo – a segunda parte, os riffs, o coro ao fundo, os jogos de palavras da letra – segue à risca a receita original; e o arranjo vocal lembra os Beach Boys gravando Chuck Berry, um pastiche de um pas­tiche. A segunda faixa, de Len­non, “Dear Prudence”, obedece à tradição presleyana de alternar rocks quentes com baladas mais suaves. Na terceira já entramos em território minado: em “Glass onion”, John Lennon retoma o clima entre transgres­sivo e nonsense de “I am the walrus”, realizando uma espécie de colcha de retalhos com fragmentos de letras e melodias de canções anteriores do conjunto. 


A faixa seguinte, “Ob-la-di, ob-la-da”, é de uma banalidade tão gritante que parece ter uma intenção satírica, impressão confirmada pelo final inesperado da letra: a idílica história de amor termina com uma inquietante troca de sexo do pai de família (na verdade, apenas um erro de Paul durante a gravação, que acabou sendo deixado na versão final, de propósito). “Wild honey pie”, uma brincadeira inconsequente, funciona como introdução para outra melodia aparentemente infantil, desta vez de Lennon, “The con­tinuing story of Bungalow Bill”. 

Mas aqui desde o estribilho a intenção satírica é clara, e o tom da brincadeira um pouco mais pesado; Bungalow Bill e sua mãe são pessoas perigosamente violentas. O tema da não-violência aqui introduzido reaparecerá diversas vezes ao longo das faixas, constituindo um dos poucos fios condutores deste álbum tão descosido. A primeira composição de Har­rison do disco, “While my guitar gen­tly weeps”, apesar de uma letra pouco inspirada, se destaca pela beleza da melodia e o apuro do instrumental; o requintado solo de guitarra surpreende o ouvinte já habituado às limitações técnicas de Har­rison (logo começarão a correr boatos, posteriormente confirmados, de que o verdadeiro autor do solo é Eric Clap­ton). 

O enlevo melódico é quebrado pela dissonância agressiva de “Hap­piness is a warm gun”, uma das canções mais cáusticas produzidas por Lennon até então, em que o tema da antivio­lência é retomado. O lado A do disco 1 se encerra com Lennon declamando, num tom quase libidinoso, versos que descrevem o contato sensual entre um dedo e um gatilho. Só ouvimos um quarto do álbum, mas já estamos muito longe do rock puro e nostálgico de Chuck Berry.


Paulo Henriques Britto/ Cult

Pesquisa - Magno Moreira, o intrépido e incauto blogueiro de Cianorte PR


Dedico essa publicação ao meu amigo Fabio Gumiero, o Fabião.