''Molha.. Triste chuva A madrugada...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
Triste chuva - Juaci Brito Andrade/ Cianorte PR
''Molha.. Triste chuva A madrugada...
terça-feira, 30 de novembro de 2021
''Rastafári''
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
Projeto Brasil: Nunca Mais
O Projeto Brasil: Nunca Mais desenvolvido por Dom Paulo Evaristo Arns, Rabino Henry Sobel, Pastor presbiteriano Jaime Wright e equipe, foi realizado clandestinamente entre 1979 e 1985 durante o período final da ditadura militar no Brasil, no ano de 1985, e gerou uma importante documentação sobre a história do Brasil.
quinta-feira, 13 de maio de 2021
As Origens da Língua Portuguesa
A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar(...) A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar e mais a influência árabe e das tribos que viviam na região.
quarta-feira, 12 de maio de 2021
Hippies e Woodstock
O movimento hippie surgiu na cidade de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos, na década de 60. Os hippies pregavam o amor livre, o respeito à natureza, ao pacifismo e à uma vida mais simples, sem preocupações consumistas. Igualmente, utilizavam o consumo de drogas a fim de abrir a mente e serem mais criativos.
terça-feira, 11 de maio de 2021
Homem das cavernas e os dinossauros viveram na mesma época ?
Essa postagem se deve a uma pergunta que recebi de um garoto de dez anos, Pedro Henrique, qual criança não gosta desse assunto de dinossauros ? aqui vão algumas respostas:
terça-feira, 4 de maio de 2021
Opinião de blogueiro: Ranking: R. Seixas e depois Zé Ramalho
Na opinião desse intrépido e incauto blogueiro, no ranking da MPB depois de Raul Seixas vem Zé Ramalho, ele é da Paraíba,Zé Ramalho, nome artístico de José Ramalho Neto (Brejo do Cruz, 3 de outubro de 1949) é um cantor, compositor e músico brasileiro. Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Zé Ramalho na 41ª posição. Pelo lado paterno, é primo da também cantora Elba Ramalho. José Ramalho Neto nasceu em 3 de outubro de 1949 na cidade de Brejo do Cruz, no sertão da Paraíba, no Brasil, a 380 quilômetros da capital, João Pessoa, filho de Estelita Torres Ramalho, uma professora do ensino fundamental, e Antônio de Pádua Pordeus Ramalho, um seresteiro. Quando tinha dois anos de idade, seu pai se afogou em uma represa do sertão, e passou a ser criado por seu avô. A relação entre os dois seria mais tarde homenageada na canção "Avôhai". Após passar a maior parte da sua infância em Campina Grande, sua família se mudou para João Pessoa. Zé ingressou no curso de medicina da Universidade Federal da Paraíba.
Em 1991, sua única irmã, Goretti, morreu. Ainda assim, gravou seu décimo primeiro álbum, Brasil Nordeste (que continha regravações de músicas típicas nordestinas) e voltou ao seus tempos de sucesso. A canção "Entre a Serpente e a Estrela" foi utilizada na trilha sonora da novela Pedra Sobre Pedra. Em 1992, teve seu quinto filho, José, (o primeiro com Roberta), fato que foi seguido pelo lançamento do álbum Frevoador. Em 1995, nasceu a segunda filha: Linda.
quinta-feira, 29 de abril de 2021
'😁 ''NOCO'' Polêmica sobre capa de álbum 'Todos os Olhos' de Tom Zé 😁
quinta-feira, 22 de abril de 2021
''O bom e o velho Rock and Roll''
O Rock é uma vertente musical surgida do termo Rock and Roll. Originou-se nos Estados Unidos na segunda metade do século XX, alcançando seu auge nos anos 70 e 80. O gênero é fruto de uma combinação de diversos tipos de música, principalmente a música negra, que com o passar do tempo, desdobrou-se também em outros subgêneros. Hoje em dia ganhou o mundo e mobiliza grande número de pessoas que apreciam a vertente, tendo até uma data em sua homenagem, o Dia Mundial do Rock, em 13 de julho.
Laura Aidar Arte-educadora e artista visual/TODA MATÉRIA
PESQUISA: MAGNO MOREIRA
quarta-feira, 21 de abril de 2021
A mulher psicodélica
VOU PINTAR UM QUADRO PRA VOCÊ ...
segunda-feira, 19 de abril de 2021
poluição eletromagnética
a) Planejar a gradual interdição de instituições e de outros locais, onde se desenvolvam atividades infantis (creches, escolas, parques e praças públicas), situados nas proximidades de fontes de alta tensão elétrica (linhas de transmissão, estações e subestações elétricas, entre outras).
b) Desenvolver atividades rotineiras de medições de campos eletromagnéticos
de baixa tensão, de maneira a assegurar que a exposição contínua de grupos populacionais, sobretudo crianças, se mantenha em níveis menores que 2,5 µG.
c) Limitar a construção de novas linhas de transmissão, estações e subestações
elétricas à áreas geográficas suficientemente distanciadas de núcleos populacionais,
de modo que sua exposição contínua aos CEM seja menor que 2,5 µG.
d) Planejar a realocação de fontes de alta tensão elétrica situadas no perímetro
urbano de áreas densamente povoadas (transformadores, subestações, linhas de transmissão), visando obter níveis residuais
PESQUSA: MAGNO MOREIRA
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
Mais um disco dos Beatles comemora 50 anos
Mais uma preciosidade do rock completa 50 anos em 2020, refiro - me ao álbum Let it be dos Beatles.O disco "Let It Be", último LP lançado pelos Beatles, completa 50 anos em 2020.
A 12ª obra do Fab Four, que liderou as paradas no Reino Unido e nos Estados Unidos, chegou às lojas quase um mês após a separação do grupo O disco, no entanto, não foi o último gravado por eles. Isso aconteceu com "Abbey Road", que foi lançado, antes, em setembro de 1969. O Let it be na opinião desse intrépido e incauto blogueiroLet it be é o melhor disco da banda.
por Magno Moreira em 09/2020.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
A utopia de More
Por exemplo, se um autor vive sob um regime totalitário e escreve uma obra sobre uma sociedade que não existe representando por meio dela uma forma de governo considerada ideal, é possível que ele tenha escrito uma utopia, mesmo que sua obra não esteja diretamente vinculada à filosofia. Também pela definição posterior do termo, como gênero, podemos entender que a obra “A República” de Platão, embora escrita antes da obra de More e, portanto, antes da palavra ter sido inventada, trata-se de uma utopia, pois nela mostra-se a criação de uma cidade governada por reis-filósofos para responder à questão “o que é justiça?”.
Uma das marcas que indicam, em uma obra filosófica, a diferença entre uma utopia e uma Filosofia Moral ou Política é a exposição do pensamento: em vez de o autor de uma utopia trabalhar com conceitos e argumentos, ele expõe os conceitos aplicados a uma situação concreta. Por exemplo, Thomas More cria uma ilha-reino, com a geografia descrita provavelmente a partir de narrativas sobre a América, em que demonstra como seria aplicável uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, na qual a razão é o critério para estabelecer condutas sociais e não o autoritarismo do Rei ou da Igreja – que, em seu contexto histórico, a Inglaterra do século XVI, estavam reunidos na figura de Henrique VIII, chefe de Estado e da Igreja Anglicana, criada por ele como forma de reverter a proibição da Igreja Católica ao seu novo matrimônio com Ana Bolena.
A Utopia de Thomas More
Thomas More, também conhecido pela forma latinizada do seu nome, Thomas Morus, foi um homem bastante influente na sua época, ocupando inclusive o cargo de Chanceler de Henrique VIII da Inglaterra. Estudou em Oxford, onde conheceu outro pensador importante do período, Erasmo de Roterdã que dedicou a ele sua principal obra, “Elogio da loucura”, e com quem estabeleceu correspondência. Ambos, humanistas e leitores dos filósofos clássicos, com grande simpatia por aquilo que diziam os estoicos e epicuristas, contestavam a tradição escolástica e queriam promover uma educação política que permitisse que as pessoas tivessem liberdade de pensamento. Essa base lançada por eles foi um terreno frutífero para a discussão filosófica posterior.
Justamente por prezar a liberdade de pensamento, More foi condenado à prisão por traição e, depois, à morte por manter-se firme em sua recusa ao novo matrimônio de Henrique VIII que contrariava um dos dogmas da Igreja Católica, a qual pertencia, e segundo o qual diz-se que só é possível contrair um novo matrimônio em caso da morte do cônjuge.
A religião em Utopia
Apesar de ter se oposto tão firmemente à Igreja Anglicana criada pelo rei, em Utopia todos têm liberdade religiosa e apenas deveriam ser vistos com desconfiança aqueles que não professavam nenhuma fé. Isso porque, na obra de Morus, a fé é consequência da razão e instrumento para exercício da justiça: os utopianos acreditam em Deus porque, pela razão, reconhecem que sua existência depende dele; a crença em um julgamento futuro faz com que todos se apliquem a exercer a justiça e a não se entregarem a prazeres de forma desregrada. Ou seja, aos utopianos é recomendada a fé em Deus, mas podem discordar a respeito de sua identidade.
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A religião de Utopia é formada a partir de preceitos do cristianismo e, também, de escolas filosóficas como o estoicismo e o epicurismo. Tem três verdades básicas:
1) A fé na existência de um ser supremo, como já foi dito;
2) A providência de Deus em relação aos homens é amável;
3) A fé na providência e na retribuição futura para a alma, que é imortal.
O bem comum, a divisão do trabalho e a propriedade privada
Um dos pontos principais de Utopia é a preocupação com o bem comum ao qual se submete o bem individual. Para tanto, os utopianos preferem a divisão dos bens entre todos, pois acreditam que isso garantiria a abundância para todos e não a concentração de riquezas nas mãos de um grupo pequeno. Diz Morus:
“É minha convicção firme que uma distribuição segundo critérios de equidade ou uma planificação justa das coisas humanas não é possível sem eliminar totalmente a propriedade privada. Enquanto ela subsistir, estou convencido de que há de continuar sempre a haver, entre grandíssima parte da humanidade e entre a melhor parte dela, o fardo angustiante e inelutável da pobreza e da miséria.” (MORVS, 2006, p. 479).
Por meio da divisão do trabalho, todos trabalhariam apenas o necessário para garantir o bem geral, pois do mesmo modo que ninguém trabalharia para outra pessoa, ninguém poderia se esquivar da sua responsabilidade. Até os viajantes deveriam trabalhar antes de serem alimentados. Em caso de haver produção além da necessidade de consumo, as horas de trabalho seriam reduzidas. A esse respeito, diz Morus:
“Se todos trabalhassem, a carga horária diminui para todos. Havendo seis horas apenas para trabalhar, [...] esse tempo é suficiente para produzir bens abundantes que bastem para as necessidades e que cheguem não apenas para remediar, mas até sobrem” (MORVS, 2006, p. 507).
Geografia da ilha de Utopia e organização político-social
No segundo livro, descreve-se a ilha como um semicírculo de quinhentas milhas de arco onde existem cinquenta e quatro cidades organizadas a partir da estrutura familiar. Na capital, há trinta famílias, cada uma dirigida por um filarca, o mais idoso e, em tradução literal, “aquele que a ama” (MORVS, 2006, p. 517). O principal papel do filarca é mediar a participação da população nas decisões políticas, mas sua função é supervisionar o trabalho e evitar a preguiça. Pratica-se a monogamia e todos sabem quem são seus filhos. No entanto, cada família nuclear é integrada às outras famílias com quem tenha laços de sangue. Cada família, entendida nesse contexto mais amplo, contém entre dez e dezesseis adultos na cidade e até quarenta no campo. Resumindo
A palavra “Utopia” aparece pela primeira vez na obra homônima de Thomas More. Significa “não lugar”, ou seja, um lugar que não existe na realidade.
Posteriormente, “Utopia” passou a ser considerado uma espécie de gênero de escrita caracterizado por conter como principal tema uma organização política e/ou social ideais, geralmente em contraponto a uma organização política e/ou social atuais.
A ilha-reino criada por Thomas More teve seu nome derivado de Utópos, seu descobridor.
A geografia da ilha foi descrita provavelmente a partir de narrativas sobre a América.
A “Utopia” é descrita como um semicírculo de quinhentas milhas de arco onde existem cinquenta e quatro cidades organizadas a partir da estrutura familiar:
Na obra, em estilo irônico e narrada pelo personagem Rafael Hitlodeu, Thomas Morus demonstra como seria aplicável uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, na qual a razão é o critério para estabelecer condutas sociais e não o autoritarismo do Rei ou da Igreja.
Por Wigvan Pereira
Graduado em Filosofia
Brasil Escola
PESQUISA: MANU MOREIRA
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Ensaio de poeta
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Esfigmomanômetro

É composto por uma bolsa inflável de borracha de formato laminar, a qual é envolvida por uma capa de tecido inelástico (braçadeira, cuff com manguito = bladder) e conectada por um tubo de borracha a um manômetro e por outro tubo, que contém uma válvula controlada pelo operador, conectado a uma pêra, que tem a finalidade de insuflar a bolsa pneumática. Usado para medida indireta da pressão arterial. Com o auxílio de um estetoscópio para a ausculta dos sons de Korotkov é possível a verificação tanto da pressão sistólica quanto da pressão diastólica.
O dispositivo foi inventado por Samuel Siegfried Karl Ritter von Basch, em 1881. O médico italiano Scipione Riva-Rocci introduziu uma versão mais fácil em 1896. Em 1901, Hervey Cuching modernizou o dispositivo e popularizou-o dentro da comunidade médica.
domingo, 12 de maio de 2019
Origem do Dia das mães

Introdução e significado No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães. História do Dia das Mães Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens à deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens à deusa. Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muito parecida com a grega, faziam este tipo de celebração.
Em Roma, durava cerca de 3 dias (entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele, mãe dos deuses. Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus. Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”. Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães.
Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente. Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano.
A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e o foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas e pelo marketing, com objetivos meramente comerciais.

Pesquisa - Magno Moreira e Maria da Conceição da Silva
quarta-feira, 17 de abril de 2019
Paulo Tertulino num dia de sol na ''Capital do Vestuário''
Bom que ele ia deixar por menos. Falou logo '' - minas vamos fazer uma foto. Fala sério?'' ''Fiquei mais bonito que as duas juntas'' comentou Paulo com o seu senso jovial e refinado.
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Qual é a origem da expressão “OK?”
Outra versão diz que o ok surgiu como abreviatura da expressão inglesa oll korrect, forma vulgar de escrever all correct, indicando, no universo náutico, que nada de errado havia com uma embarcação. “O marinheiro encarregado de fazer a vistoria, não encontrando nenhuma irregularidade, dizia ok e o navio zarpava”, diz o etimologista e escritor Deonísio da Silva, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Uma terceira hipótese relaciona a popularização da expressão às iniciais da cidade Old Kinderhook.
Lá nasceu Martin von Buren, candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos. “Durante a campanha, o político usava a expressão como saudação e gesto de que tudo ia bem com ele”, diz Deonísio. E ficou mesmo tudo ok com Martin von Buren, que venceu as eleições e foi presidente entre 1837 e 1841.
Pesquisa - Magno Moreira
Fonte - Super Interessante e Redação Mundo Estranho access_time 4 jul 2018, 20h17 - Publicado em 18 abr 2011, 18h51
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Wish You Were Here in Guantanamo Bay — Resenha de ‘Is This The Life We Really Want?’, Roger Waters
Vale a pena embarcar nesta viagem musical política raivosa? Vale sim, e muito! A temática social faz do trabalho um projeto audacioso desse músico consagrado. O trabalho nos remete a uma atmosfera down, sombria e angustiante, o que nos faz lembrar de dois álbuns do Pink Floyd, o The Wall e o Final Cut.
Pesquisa Magno Moreira
sábado, 1 de dezembro de 2018
Vídeos - 50 anos do Album branco dos Beatles, e as trinta faixas que abalaram o mundo
Esse artigo que esse incauto e intrépido blogueiro reproduz a baixo é o melhor artigo sobre Rock que eu li na minha vida, ele foi publicado pela Revista Cult
As primeiras gravações dos Beatles, quando comparadas com as de inúmeros outros conjuntos de rock surgidos na Inglaterra no mesmo período, não parecem revelar nada de excepcional. Os arranjos vocais são talvez mais caprichados que o da maioria das outras bandas, mas a qualidade do instrumental não é muito superior à do Dave Clark Five; quanto à potência sonora, sempre um fator importante em se tratando de rock, o conjunto não se compara aos Rolling Stones ou a The Who; e sem dúvida nenhum dos seus vocalistas está no nível de Eric Burdon dos Animals.

Em retrospecto, tem-se a impressão, por mais ilógica que seja, de que aquele primeiro público de algum modo adivinhava que os Beatles tinham algo de especial. Numa carreira que durou apenas oito anos, as realizações desses quatro músicos primitivos (o próprio George Harrison se autoqualificou de jungle musician) foram de fato impressionantes.
Os Beatles modificaram radicalmente o rock e o próprio conceito de música popular, introduzindo no circuito do consumo informações oriundas da música erudita e da música oriental. Além disso, é bem provável que a popularização da música clássica indiana no Ocidente por eles provocada tenha sido uma das fontes que impulsionou o minimalismo entre os compositores eruditos mais jovens. Foi também grande o impacto do conjunto sobre a indústria fonográfica: os Beatles estiveram entre os primeiros a gravar faixas que se estendiam muito além dos tradicionais três minutos, e devem-se também a eles a concepção do álbum duplo e a ideia de que a capa de um disco não precisa se limitar a reproduzir o retrato do artista sorridente, posando ao lado de seu instrumento.
A revolução desencadeada pelo quarteto de Liverpool teve início, de modo cauteloso, em 1965, quando saíram o álbum Rubber Soul, de 1965, em que George trocou a guitarra elétrica por um sitar numa faixa (“Norwegian wood”), e o compacto Yesterday, com acompanhamento de orquestra de cordas. No ano seguinte saiu Revolver, um disco ainda mais experimental, com um solo de guitarra executado com a fita tocando ao contrário (“I’m only sleeping”). Como todos sabem, a grande ruptura foi o lançamento de Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band, em 1967, seguramente um dos álbuns mais importantes da história da música popular, sobre o qual muito já foi escrito.
No entanto, revisitando o legado musical do conjunto, constato que o melhor dos Beatles é o álbum duplo que traz a capa em branco e ostenta como nome apenas as palavras The Beatles gravadas em alto-relevo e que se tornou conhecido como The White Album. Foi produzido em meio a uma intensa crise. No decorrer de seis meses de trabalho de estúdio, o conjunto chegou a se desfazer, porém as gravações continuaram; várias faixas foram concebidas e gravadas com a participação de apenas dois membros do conjunto, sem que os demais tomassem conhecimento do que estava sendo feito.
John Lennon, Paul McCartney e George Harrison já estavam cada um procurando um caminho próprio: Lennon desenvolvia o som agressivo e visceral que culminaria com o álbum do “grito primal”; McCartney já praticava o multiinstrumentalismo que exibiria em seu primeiro LP solo; e Harrison dava início a seu melhor período como compositor, que prosseguiria em Abbey Road, fecho de ouro dos Beatles, e floresceria pela última vez na sua obra-prima, o triplo All Things Must Pass.
O resultado final foi, como não podia deixar de ser, um álbum heterogêneo, descentrado, diferente de tudo o que os Beatles haviam feito até então. Logo no momento em que surgiu, parecia claro que aquele álbum imenso, com mais de hora e meia de duração, fazia uma espécie de levantamento geral da história do rock. O que ninguém podia imaginar, porém, é que ele continha também o prenúncio de boa parte do que viria a surgir nas décadas seguintes. É essa sua dupla natureza, retrospectiva e prospectiva, que torna o Álbum Branco uma obra única. É claro que ele não poderia ter tido o impacto de Sgt. Pepper: o caminho estava aberto, e tudo já se tornara possível num disco de rock.
Também não tinha o acabamento formal irretocável de seu ilustre antecessor, concebido como uma espécie de suíte pop em treze movimentos; muito pelo contrário, suas trinta faixas são desconexas e desiguais em termos de qualidade, variando do extraordinário ao péssimo. Mas essa heterogeneidade é precisamente um dos fatores que tornam o Álbum Branco o documento de época que é: se tivéssemos de escolher um único artefato para resumir o que 1968 representou para uma parcela importante da juventude ocidental, esse disco seria talvez a melhor escolha. Não é por outro motivo que a ensaísta norte-americana Joan Didion escolheu The White Album como título do livro em que tematiza 1968. Súmula do rock passado e futuro e mais completa tradução do ano que não terminou: vejamos de que modo o Álbum Branco consegue ser tudo isso, examinando-o faixa a faixa, tal como ele se apresenta ao ouvinte.
O primeiro disco tem início com um admirável pastiche de rock’n roll clássico assinado por McCartney, “Back in the U.S.S.R.”, alusão a “Back in the U.S.A.” de Chuck Berry, em que referências à União Soviética substituem as originais, aos Estados Unidos. Fora a sequência harmônica pouco ortodoxa no começo, tudo – a segunda parte, os riffs, o coro ao fundo, os jogos de palavras da letra – segue à risca a receita original; e o arranjo vocal lembra os Beach Boys gravando Chuck Berry, um pastiche de um pastiche. A segunda faixa, de Lennon, “Dear Prudence”, obedece à tradição presleyana de alternar rocks quentes com baladas mais suaves. Na terceira já entramos em território minado: em “Glass onion”, John Lennon retoma o clima entre transgressivo e nonsense de “I am the walrus”, realizando uma espécie de colcha de retalhos com fragmentos de letras e melodias de canções anteriores do conjunto.
A faixa seguinte, “Ob-la-di, ob-la-da”, é de uma banalidade tão gritante que parece ter uma intenção satírica, impressão confirmada pelo final inesperado da letra: a idílica história de amor termina com uma inquietante troca de sexo do pai de família (na verdade, apenas um erro de Paul durante a gravação, que acabou sendo deixado na versão final, de propósito). “Wild honey pie”, uma brincadeira inconsequente, funciona como introdução para outra melodia aparentemente infantil, desta vez de Lennon, “The continuing story of Bungalow Bill”.
O enlevo melódico é quebrado pela dissonância agressiva de “Happiness is a warm gun”, uma das canções mais cáusticas produzidas por Lennon até então, em que o tema da antiviolência é retomado. O lado A do disco 1 se encerra com Lennon declamando, num tom quase libidinoso, versos que descrevem o contato sensual entre um dedo e um gatilho. Só ouvimos um quarto do álbum, mas já estamos muito longe do rock puro e nostálgico de Chuck Berry.
Paulo Henriques Britto/ Cult
Pesquisa - Magno Moreira, o intrépido e incauto blogueiro de Cianorte PR
Dedico essa publicação ao meu amigo Fabio Gumiero, o Fabião.






























