A primeira vez que o termo apareceu na imprensa foi num jornal de Boston, nos Estados Unidos, em 1838. Fora isso, tudo o que se sabe a respeito da expressão, usada para indicar que algo está all correct (“tudo certo”, em inglês), não passa de hipótese. E são muitas. Uma das explicações é que o ok seria uma tentativa de os americanos imitarem, no século 18, a pronúncia francesa do nome de um excelente rum da época, o Aux Cayes.
Produzida na então colônia do Haiti, a bebida era tão saborosa que os consumidores deram seu nome a tudo que consideravam bom e perfeito.
Outra versão diz que o ok surgiu como abreviatura da expressão inglesa oll korrect, forma vulgar de escrever all correct, indicando, no universo náutico, que nada de errado havia com uma embarcação. “O marinheiro encarregado de fazer a vistoria, não encontrando nenhuma irregularidade, dizia ok e o navio zarpava”, diz o etimologista e escritor Deonísio da Silva, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Uma terceira hipótese relaciona a popularização da expressão às iniciais da cidade Old Kinderhook.
Lá nasceu Martin von Buren, candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos. “Durante a campanha, o político usava a expressão como saudação e gesto de que tudo ia bem com ele”, diz Deonísio. E ficou mesmo tudo ok com Martin von Buren, que venceu as eleições e foi presidente entre 1837 e 1841.
Pesquisa - Magno Moreira
Fonte - Super Interessante e Redação Mundo Estranho access_time 4 jul 2018, 20h17 - Publicado em 18 abr 2011, 18h51
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Wish You Were Here in Guantanamo Bay — Resenha de ‘Is This The Life We Really Want?’, Roger Waters
O album me surpreendeu pelas letras de cunho político-social
, inclusive com deboches do presidente norte americano Donald Trump, o ex-baixista e letrista do Pink Floyd Roger Waters está de volta com seu primeiro álbum em quase 25 anos, produzido por Nigel Godrich (Radiohead).
Vale a pena embarcar nesta viagem musical política raivosa? Vale sim, e muito! A temática social faz do trabalho um projeto audacioso desse músico consagrado. O trabalho nos remete a uma atmosfera down, sombria e angustiante, o que nos faz lembrar de dois álbuns do Pink Floyd, o The Wall e o Final Cut.
Pesquisa Magno Moreira
Vale a pena embarcar nesta viagem musical política raivosa? Vale sim, e muito! A temática social faz do trabalho um projeto audacioso desse músico consagrado. O trabalho nos remete a uma atmosfera down, sombria e angustiante, o que nos faz lembrar de dois álbuns do Pink Floyd, o The Wall e o Final Cut.
Pesquisa Magno Moreira
Fonte - Meio bit
sábado, 1 de dezembro de 2018
Vídeos - 50 anos do Album branco dos Beatles, e as trinta faixas que abalaram o mundo
Antes de mais nada relembro nessa publicação que a primeira vez que ouvi o Album branco dos Beatles faz mais de vinte anos, quem me apresentou a esse icônico disco foi meu amigo de mais de três décadas Fabio Gumiero.
Esse artigo que esse incauto e intrépido blogueiro reproduz a baixo é o melhor artigo sobre Rock que eu li na minha vida, ele foi publicado pela Revista Cult
As primeiras gravações dos Beatles, quando comparadas com as de inúmeros outros conjuntos de rock surgidos na Inglaterra no mesmo período, não parecem revelar nada de excepcional. Os arranjos vocais são talvez mais caprichados que o da maioria das outras bandas, mas a qualidade do instrumental não é muito superior à do Dave Clark Five; quanto à potência sonora, sempre um fator importante em se tratando de rock, o conjunto não se compara aos Rolling Stones ou a The Who; e sem dúvida nenhum dos seus vocalistas está no nível de Eric Burdon dos Animals.

No entanto, as primeiras apresentações do conjunto produziam no público – formado basicamente por adolescentes do sexo feminino – uma espécie de histeria coletiva. Houve quem tentasse explicar o fenômeno apontando para a presença em “I wanna hold your hand”, primeiro megassucesso do grupo, de uma passagem harmônica incomum na música de consumo, já que a pobreza da letra e da melodia não parecia conter nada que pudesse justificar tamanho entusiasmo.
Fosse como fosse, a primeira turnê dos Beatles nos Estados Unidos, não muitos meses após o trauma nacional do assassinato de John Kennedy, encontrou entre os jovens norte-americanos uma recepção muito além do que parecia compreensível ou mesmo concebível.
Em retrospecto, tem-se a impressão, por mais ilógica que seja, de que aquele primeiro público de algum modo adivinhava que os Beatles tinham algo de especial. Numa carreira que durou apenas oito anos, as realizações desses quatro músicos primitivos (o próprio George Harrison se autoqualificou de jungle musician) foram de fato impressionantes.
Os Beatles modificaram radicalmente o rock e o próprio conceito de música popular, introduzindo no circuito do consumo informações oriundas da música erudita e da música oriental. Além disso, é bem provável que a popularização da música clássica indiana no Ocidente por eles provocada tenha sido uma das fontes que impulsionou o minimalismo entre os compositores eruditos mais jovens. Foi também grande o impacto do conjunto sobre a indústria fonográfica: os Beatles estiveram entre os primeiros a gravar faixas que se estendiam muito além dos tradicionais três minutos, e devem-se também a eles a concepção do álbum duplo e a ideia de que a capa de um disco não precisa se limitar a reproduzir o retrato do artista sorridente, posando ao lado de seu instrumento.
A revolução desencadeada pelo quarteto de Liverpool teve início, de modo cauteloso, em 1965, quando saíram o álbum Rubber Soul, de 1965, em que George trocou a guitarra elétrica por um sitar numa faixa (“Norwegian wood”), e o compacto Yesterday, com acompanhamento de orquestra de cordas. No ano seguinte saiu Revolver, um disco ainda mais experimental, com um solo de guitarra executado com a fita tocando ao contrário (“I’m only sleeping”). Como todos sabem, a grande ruptura foi o lançamento de Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band, em 1967, seguramente um dos álbuns mais importantes da história da música popular, sobre o qual muito já foi escrito.
No entanto, revisitando o legado musical do conjunto, constato que o melhor dos Beatles é o álbum duplo que traz a capa em branco e ostenta como nome apenas as palavras The Beatles gravadas em alto-relevo e que se tornou conhecido como The White Album. Foi produzido em meio a uma intensa crise. No decorrer de seis meses de trabalho de estúdio, o conjunto chegou a se desfazer, porém as gravações continuaram; várias faixas foram concebidas e gravadas com a participação de apenas dois membros do conjunto, sem que os demais tomassem conhecimento do que estava sendo feito.
John Lennon, Paul McCartney e George Harrison já estavam cada um procurando um caminho próprio: Lennon desenvolvia o som agressivo e visceral que culminaria com o álbum do “grito primal”; McCartney já praticava o multiinstrumentalismo que exibiria em seu primeiro LP solo; e Harrison dava início a seu melhor período como compositor, que prosseguiria em Abbey Road, fecho de ouro dos Beatles, e floresceria pela última vez na sua obra-prima, o triplo All Things Must Pass.
O resultado final foi, como não podia deixar de ser, um álbum heterogêneo, descentrado, diferente de tudo o que os Beatles haviam feito até então. Logo no momento em que surgiu, parecia claro que aquele álbum imenso, com mais de hora e meia de duração, fazia uma espécie de levantamento geral da história do rock. O que ninguém podia imaginar, porém, é que ele continha também o prenúncio de boa parte do que viria a surgir nas décadas seguintes. É essa sua dupla natureza, retrospectiva e prospectiva, que torna o Álbum Branco uma obra única. É claro que ele não poderia ter tido o impacto de Sgt. Pepper: o caminho estava aberto, e tudo já se tornara possível num disco de rock.
Também não tinha o acabamento formal irretocável de seu ilustre antecessor, concebido como uma espécie de suíte pop em treze movimentos; muito pelo contrário, suas trinta faixas são desconexas e desiguais em termos de qualidade, variando do extraordinário ao péssimo. Mas essa heterogeneidade é precisamente um dos fatores que tornam o Álbum Branco o documento de época que é: se tivéssemos de escolher um único artefato para resumir o que 1968 representou para uma parcela importante da juventude ocidental, esse disco seria talvez a melhor escolha. Não é por outro motivo que a ensaísta norte-americana Joan Didion escolheu The White Album como título do livro em que tematiza 1968. Súmula do rock passado e futuro e mais completa tradução do ano que não terminou: vejamos de que modo o Álbum Branco consegue ser tudo isso, examinando-o faixa a faixa, tal como ele se apresenta ao ouvinte.
O primeiro disco tem início com um admirável pastiche de rock’n roll clássico assinado por McCartney, “Back in the U.S.S.R.”, alusão a “Back in the U.S.A.” de Chuck Berry, em que referências à União Soviética substituem as originais, aos Estados Unidos. Fora a sequência harmônica pouco ortodoxa no começo, tudo – a segunda parte, os riffs, o coro ao fundo, os jogos de palavras da letra – segue à risca a receita original; e o arranjo vocal lembra os Beach Boys gravando Chuck Berry, um pastiche de um pastiche. A segunda faixa, de Lennon, “Dear Prudence”, obedece à tradição presleyana de alternar rocks quentes com baladas mais suaves. Na terceira já entramos em território minado: em “Glass onion”, John Lennon retoma o clima entre transgressivo e nonsense de “I am the walrus”, realizando uma espécie de colcha de retalhos com fragmentos de letras e melodias de canções anteriores do conjunto.
A faixa seguinte, “Ob-la-di, ob-la-da”, é de uma banalidade tão gritante que parece ter uma intenção satírica, impressão confirmada pelo final inesperado da letra: a idílica história de amor termina com uma inquietante troca de sexo do pai de família (na verdade, apenas um erro de Paul durante a gravação, que acabou sendo deixado na versão final, de propósito). “Wild honey pie”, uma brincadeira inconsequente, funciona como introdução para outra melodia aparentemente infantil, desta vez de Lennon, “The continuing story of Bungalow Bill”.
Mas aqui desde o estribilho a intenção satírica é clara, e o tom da brincadeira um pouco mais pesado; Bungalow Bill e sua mãe são pessoas perigosamente violentas. O tema da não-violência aqui introduzido reaparecerá diversas vezes ao longo das faixas, constituindo um dos poucos fios condutores deste álbum tão descosido.
A primeira composição de Harrison do disco, “While my guitar gently weeps”, apesar de uma letra pouco inspirada, se destaca pela beleza da melodia e o apuro do instrumental; o requintado solo de guitarra surpreende o ouvinte já habituado às limitações técnicas de Harrison (logo começarão a correr boatos, posteriormente confirmados, de que o verdadeiro autor do solo é Eric Clapton).
O enlevo melódico é quebrado pela dissonância agressiva de “Happiness is a warm gun”, uma das canções mais cáusticas produzidas por Lennon até então, em que o tema da antiviolência é retomado. O lado A do disco 1 se encerra com Lennon declamando, num tom quase libidinoso, versos que descrevem o contato sensual entre um dedo e um gatilho. Só ouvimos um quarto do álbum, mas já estamos muito longe do rock puro e nostálgico de Chuck Berry.
Paulo Henriques Britto/ Cult
Pesquisa - Magno Moreira, o intrépido e incauto blogueiro de Cianorte PR
Dedico essa publicação ao meu amigo Fabio Gumiero, o Fabião.
Esse artigo que esse incauto e intrépido blogueiro reproduz a baixo é o melhor artigo sobre Rock que eu li na minha vida, ele foi publicado pela Revista Cult
As primeiras gravações dos Beatles, quando comparadas com as de inúmeros outros conjuntos de rock surgidos na Inglaterra no mesmo período, não parecem revelar nada de excepcional. Os arranjos vocais são talvez mais caprichados que o da maioria das outras bandas, mas a qualidade do instrumental não é muito superior à do Dave Clark Five; quanto à potência sonora, sempre um fator importante em se tratando de rock, o conjunto não se compara aos Rolling Stones ou a The Who; e sem dúvida nenhum dos seus vocalistas está no nível de Eric Burdon dos Animals.

Em retrospecto, tem-se a impressão, por mais ilógica que seja, de que aquele primeiro público de algum modo adivinhava que os Beatles tinham algo de especial. Numa carreira que durou apenas oito anos, as realizações desses quatro músicos primitivos (o próprio George Harrison se autoqualificou de jungle musician) foram de fato impressionantes.
Os Beatles modificaram radicalmente o rock e o próprio conceito de música popular, introduzindo no circuito do consumo informações oriundas da música erudita e da música oriental. Além disso, é bem provável que a popularização da música clássica indiana no Ocidente por eles provocada tenha sido uma das fontes que impulsionou o minimalismo entre os compositores eruditos mais jovens. Foi também grande o impacto do conjunto sobre a indústria fonográfica: os Beatles estiveram entre os primeiros a gravar faixas que se estendiam muito além dos tradicionais três minutos, e devem-se também a eles a concepção do álbum duplo e a ideia de que a capa de um disco não precisa se limitar a reproduzir o retrato do artista sorridente, posando ao lado de seu instrumento.
A revolução desencadeada pelo quarteto de Liverpool teve início, de modo cauteloso, em 1965, quando saíram o álbum Rubber Soul, de 1965, em que George trocou a guitarra elétrica por um sitar numa faixa (“Norwegian wood”), e o compacto Yesterday, com acompanhamento de orquestra de cordas. No ano seguinte saiu Revolver, um disco ainda mais experimental, com um solo de guitarra executado com a fita tocando ao contrário (“I’m only sleeping”). Como todos sabem, a grande ruptura foi o lançamento de Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band, em 1967, seguramente um dos álbuns mais importantes da história da música popular, sobre o qual muito já foi escrito.
No entanto, revisitando o legado musical do conjunto, constato que o melhor dos Beatles é o álbum duplo que traz a capa em branco e ostenta como nome apenas as palavras The Beatles gravadas em alto-relevo e que se tornou conhecido como The White Album. Foi produzido em meio a uma intensa crise. No decorrer de seis meses de trabalho de estúdio, o conjunto chegou a se desfazer, porém as gravações continuaram; várias faixas foram concebidas e gravadas com a participação de apenas dois membros do conjunto, sem que os demais tomassem conhecimento do que estava sendo feito.
John Lennon, Paul McCartney e George Harrison já estavam cada um procurando um caminho próprio: Lennon desenvolvia o som agressivo e visceral que culminaria com o álbum do “grito primal”; McCartney já praticava o multiinstrumentalismo que exibiria em seu primeiro LP solo; e Harrison dava início a seu melhor período como compositor, que prosseguiria em Abbey Road, fecho de ouro dos Beatles, e floresceria pela última vez na sua obra-prima, o triplo All Things Must Pass.
O resultado final foi, como não podia deixar de ser, um álbum heterogêneo, descentrado, diferente de tudo o que os Beatles haviam feito até então. Logo no momento em que surgiu, parecia claro que aquele álbum imenso, com mais de hora e meia de duração, fazia uma espécie de levantamento geral da história do rock. O que ninguém podia imaginar, porém, é que ele continha também o prenúncio de boa parte do que viria a surgir nas décadas seguintes. É essa sua dupla natureza, retrospectiva e prospectiva, que torna o Álbum Branco uma obra única. É claro que ele não poderia ter tido o impacto de Sgt. Pepper: o caminho estava aberto, e tudo já se tornara possível num disco de rock.
Também não tinha o acabamento formal irretocável de seu ilustre antecessor, concebido como uma espécie de suíte pop em treze movimentos; muito pelo contrário, suas trinta faixas são desconexas e desiguais em termos de qualidade, variando do extraordinário ao péssimo. Mas essa heterogeneidade é precisamente um dos fatores que tornam o Álbum Branco o documento de época que é: se tivéssemos de escolher um único artefato para resumir o que 1968 representou para uma parcela importante da juventude ocidental, esse disco seria talvez a melhor escolha. Não é por outro motivo que a ensaísta norte-americana Joan Didion escolheu The White Album como título do livro em que tematiza 1968. Súmula do rock passado e futuro e mais completa tradução do ano que não terminou: vejamos de que modo o Álbum Branco consegue ser tudo isso, examinando-o faixa a faixa, tal como ele se apresenta ao ouvinte.
O primeiro disco tem início com um admirável pastiche de rock’n roll clássico assinado por McCartney, “Back in the U.S.S.R.”, alusão a “Back in the U.S.A.” de Chuck Berry, em que referências à União Soviética substituem as originais, aos Estados Unidos. Fora a sequência harmônica pouco ortodoxa no começo, tudo – a segunda parte, os riffs, o coro ao fundo, os jogos de palavras da letra – segue à risca a receita original; e o arranjo vocal lembra os Beach Boys gravando Chuck Berry, um pastiche de um pastiche. A segunda faixa, de Lennon, “Dear Prudence”, obedece à tradição presleyana de alternar rocks quentes com baladas mais suaves. Na terceira já entramos em território minado: em “Glass onion”, John Lennon retoma o clima entre transgressivo e nonsense de “I am the walrus”, realizando uma espécie de colcha de retalhos com fragmentos de letras e melodias de canções anteriores do conjunto.
A faixa seguinte, “Ob-la-di, ob-la-da”, é de uma banalidade tão gritante que parece ter uma intenção satírica, impressão confirmada pelo final inesperado da letra: a idílica história de amor termina com uma inquietante troca de sexo do pai de família (na verdade, apenas um erro de Paul durante a gravação, que acabou sendo deixado na versão final, de propósito). “Wild honey pie”, uma brincadeira inconsequente, funciona como introdução para outra melodia aparentemente infantil, desta vez de Lennon, “The continuing story of Bungalow Bill”.
O enlevo melódico é quebrado pela dissonância agressiva de “Happiness is a warm gun”, uma das canções mais cáusticas produzidas por Lennon até então, em que o tema da antiviolência é retomado. O lado A do disco 1 se encerra com Lennon declamando, num tom quase libidinoso, versos que descrevem o contato sensual entre um dedo e um gatilho. Só ouvimos um quarto do álbum, mas já estamos muito longe do rock puro e nostálgico de Chuck Berry.
Paulo Henriques Britto/ Cult
Pesquisa - Magno Moreira, o intrépido e incauto blogueiro de Cianorte PR
Dedico essa publicação ao meu amigo Fabio Gumiero, o Fabião.
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Meu primeiro contato com os Beach boys foi em 1999
O primeiro contato que eu tive com essa banda foi quando sintonizei pela web um emissora de Rádio dos Estados Unidos, isso no início da web em Cianorte, a banda é os The Beach Boys e o primeiro álbum que comprei foi um vinil do 15 Big ones o vigésimo álbum de estúdio da banda de rock norte-americana The Beach Boys, lançado em 1976.
Foi seu primeiro álbum de estúdio em três anos e o primeiro produzido por Brian Wilson desde Pet Sounds, dez anos antes. 15 Big Ones (Brother / Reprise MS 2251) foi # 8 nos Estados Unidos durante uma estadia de 27 semanas nas paradas. Ele chegou a # 31 no Reino Unido. 15 Big Ones agora está emparelhado em CD com Love You e faixas bônus do período. No verão de 1974, a Capitol Records, consultando apenas Mike Love, lançou um álbum duplo, compilando os hits "pré-Pet Sounds". Endless Summer foi álbum # 1 na Billboard. Foi a maior venda da banda desde "Good Vibrations", e manteve-se na lista por três anos. No ano seguinte a Capitol lançou outra compilação, Spirit of America, que também vendeu muito bem. Com ambas as compilações, os Beach Boys repentinamente voltaram a ser relevantes para a música americana.
O gerente Reiley Jack, que permaneceu nos Países Baixos após a Holland ser lançado, foi demitido das suas funções gerenciais em 1973. A revista Rolling Stone, em 1974, elegeu The Beach Boys a Banda do Ano, com base unicamente no seu material escrito e produzido por Brian quase uma década antes.
Com a saída de Blondie Chaplin, James William Guercio começou a oferecer aconselhamento para a carreira do grupo e acabou sendo tão inteligente e sensato que finalmente se tornou o novo gerente da banda. Com Guercio, o The Beach Boys iniciou uma turnê de grande sucesso em 1975 com a banda Chicago com cada grupo executando algumas das músicas do outro, incluindo a sua colaboração feita no ano anterior "Wishing You Were Here", um hit da banda Chicago.
Os vocais dos Beach Boys também foram ouvidos no hit "Don't Let the Sun Go Down on Me" de Elton John, grande fã da banda, em 1974. A nostalgia dominava os shows do grupo, que não tinha oficialmente lançado álbuns de material novo desde Holland, em 1973. Enquanto os seus shows estavam continuamente lotados, a banda começou a substituir os covers e suas músicas mais recentes pelos hits pré-1967. Nas apresentações, o material da banda de Smiley Smile à Holland acabou por ser gradualmente eliminado e substituído por seus hits de 1961 a 1966. Esta decisão frustrou muitos fãs da banda.
No outono de 1974, as sessões foram realizadas no Caribou estúdio Ranch (propriedade de James William Guercio), no Colorado e Studio Brother em Santa Monica para um álbum previsto para ser lançado no início de 1975. Foi relatado que Brian era ativamente envolvido no processo, mas o disco não foi lançado. Muitas das fitas teriam sido destruídas quando a Fazenda Caribou e seu estúdio incendiaram, apenas as fitas gravadas para Brother Studio sobreviveram. Em 1975, a compilação Endless Summer estava vendendo bem e a banda (sem Brian Wilson) estava viajando muito, fazendo muito sucesso nos Estados Unidos.
No final de janeiro de 1976, The Beach Boys estavam de volta ao estúdio, com produção de Brian Wilson, mais uma vez. Ele decidiu que a banda devia fazer um álbum só de covers, mas os irmãos Carl Wilson e Dennis Wilson discordaram, sentindo que, depois de tanto tempo, um álbum de originais seria o ideal. Mike Love e Al Jardine supostamente queriam que o álbum saísse o mais rapidamente possível para se beneficiar do ressurgimento de sua popularidade. Em um ponto durante as gravações, foi decidido que seria lançado um álbum duplo: um álbum de covers e outro de material original. No final, uma mistura de inéditas e covers foi acordada, apesar dos irmãos mais novos de Brian ficarem descontentes. Seja como for, 15 Big Ones foi uma mudança radical de álbuns anteriores, como Sunflower e Holland.
O álbum foi divulgado por um especial de televisão na NBC, em 4 de agosto de 1976, intitulado simplesmente "The Beach Boys", que foi produzido pelo criador do Saturday Night Live, Lorne Michaels, anunciando assim o seu regresso. Um dos destaques do especial foi uma versão da canção de "Alexander Hamilton's Double Rock Baptist Choir", onde Brian parece estar mais a vontade do que ele realmente era. Mais à vontade do que no fracasso da camédia "Failure To Surf", que contou com a ajuda de Dan Aykroyd e John Belushi como policiais "surf ". A regravação "Rock and Roll Music" foi # 5 nos Estados Unidos e # 36 no Reino Unido. A inédita "It's OK", de Brian e Mike foi mais um regresso ao seu estilo anterior e foi um hit moderado, alcançando # 29 nos Estados Unidos.
O grupo também embarcou em uma grande turnê pelos Estados Unidos e várias das performances incluíam Brian. Apesar de Dennis Wilson sugerir chamar o álbum de Group Therapy, e ter rejeitado Pick Up Ya No 8 (da canção "I Wanna Pick You Up") 15 Big Ones, foi nomeado por causa dos seus quinze anos na empresa e pelo fato de ter tido o mesmo número de faixas. Foi lançado no final de junho, atingindo # 8 nos Estados Unidos e indo a ouro. Foi o mais bem sucedido álbum de estúdio dos Beach Boys em quase dez anos, embora a crítica ao álbum não tenha sido boa.
Magno Moreira
Foi seu primeiro álbum de estúdio em três anos e o primeiro produzido por Brian Wilson desde Pet Sounds, dez anos antes. 15 Big Ones (Brother / Reprise MS 2251) foi # 8 nos Estados Unidos durante uma estadia de 27 semanas nas paradas. Ele chegou a # 31 no Reino Unido. 15 Big Ones agora está emparelhado em CD com Love You e faixas bônus do período. No verão de 1974, a Capitol Records, consultando apenas Mike Love, lançou um álbum duplo, compilando os hits "pré-Pet Sounds". Endless Summer foi álbum # 1 na Billboard. Foi a maior venda da banda desde "Good Vibrations", e manteve-se na lista por três anos. No ano seguinte a Capitol lançou outra compilação, Spirit of America, que também vendeu muito bem. Com ambas as compilações, os Beach Boys repentinamente voltaram a ser relevantes para a música americana.
Os vocais dos Beach Boys também foram ouvidos no hit "Don't Let the Sun Go Down on Me" de Elton John, grande fã da banda, em 1974. A nostalgia dominava os shows do grupo, que não tinha oficialmente lançado álbuns de material novo desde Holland, em 1973. Enquanto os seus shows estavam continuamente lotados, a banda começou a substituir os covers e suas músicas mais recentes pelos hits pré-1967. Nas apresentações, o material da banda de Smiley Smile à Holland acabou por ser gradualmente eliminado e substituído por seus hits de 1961 a 1966. Esta decisão frustrou muitos fãs da banda.
No outono de 1974, as sessões foram realizadas no Caribou estúdio Ranch (propriedade de James William Guercio), no Colorado e Studio Brother em Santa Monica para um álbum previsto para ser lançado no início de 1975. Foi relatado que Brian era ativamente envolvido no processo, mas o disco não foi lançado. Muitas das fitas teriam sido destruídas quando a Fazenda Caribou e seu estúdio incendiaram, apenas as fitas gravadas para Brother Studio sobreviveram. Em 1975, a compilação Endless Summer estava vendendo bem e a banda (sem Brian Wilson) estava viajando muito, fazendo muito sucesso nos Estados Unidos.
No final de janeiro de 1976, The Beach Boys estavam de volta ao estúdio, com produção de Brian Wilson, mais uma vez. Ele decidiu que a banda devia fazer um álbum só de covers, mas os irmãos Carl Wilson e Dennis Wilson discordaram, sentindo que, depois de tanto tempo, um álbum de originais seria o ideal. Mike Love e Al Jardine supostamente queriam que o álbum saísse o mais rapidamente possível para se beneficiar do ressurgimento de sua popularidade. Em um ponto durante as gravações, foi decidido que seria lançado um álbum duplo: um álbum de covers e outro de material original. No final, uma mistura de inéditas e covers foi acordada, apesar dos irmãos mais novos de Brian ficarem descontentes. Seja como for, 15 Big Ones foi uma mudança radical de álbuns anteriores, como Sunflower e Holland.
O álbum foi divulgado por um especial de televisão na NBC, em 4 de agosto de 1976, intitulado simplesmente "The Beach Boys", que foi produzido pelo criador do Saturday Night Live, Lorne Michaels, anunciando assim o seu regresso. Um dos destaques do especial foi uma versão da canção de "Alexander Hamilton's Double Rock Baptist Choir", onde Brian parece estar mais a vontade do que ele realmente era. Mais à vontade do que no fracasso da camédia "Failure To Surf", que contou com a ajuda de Dan Aykroyd e John Belushi como policiais "surf ". A regravação "Rock and Roll Music" foi # 5 nos Estados Unidos e # 36 no Reino Unido. A inédita "It's OK", de Brian e Mike foi mais um regresso ao seu estilo anterior e foi um hit moderado, alcançando # 29 nos Estados Unidos.
O grupo também embarcou em uma grande turnê pelos Estados Unidos e várias das performances incluíam Brian. Apesar de Dennis Wilson sugerir chamar o álbum de Group Therapy, e ter rejeitado Pick Up Ya No 8 (da canção "I Wanna Pick You Up") 15 Big Ones, foi nomeado por causa dos seus quinze anos na empresa e pelo fato de ter tido o mesmo número de faixas. Foi lançado no final de junho, atingindo # 8 nos Estados Unidos e indo a ouro. Foi o mais bem sucedido álbum de estúdio dos Beach Boys em quase dez anos, embora a crítica ao álbum não tenha sido boa.
Magno Moreira
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Zero Hora - 50 anos do "Álbum Branco", dos Beatles, veja os vídeos
Um dos discos mais icônicos da historia do rock comemorou 50 anos em 2018, a verdade é que a gravação de The Beatles, álbum que passaria para a história sob o título extraoficial de Álbum Branco, foi uma disputa de egos e de vaidades que precedeu o fim do que talvez tenha sido a maior banda de rock da história - nos dois anos seguintes, a banda lançaria apenas a trilha do filme Yellow Submarine (1969) e seus dois últimos discos, Abbey Road (1969) e Let It Be (1970).
Mas é bem mais interessante analisar o disco - que completou 50 anos no último 22 de novembro, com direito a relançamentos especiais em todo o mundo - com base na simbologia que ganhou, nas histórias por trás de suas composições, na separação de quatro forças da música em dínamos independentes e no que pode ser considerado um grande mosaico de influências, registros anteriores, ressentimentos e percepções acerca do zeitgeist do final dos anos 1960, resumidos em uma capa totalmente branca, com o nome da banda quase invisível.
Faixa por faixa do Album branco
O contraste já fica claro desde a capa: se os registros anteriores, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e a trilha de Magical Mystery Tour, lançados em 1967, tinham encartes coloridos, psicodélicos e atrolhados de imagens, The Beatles foi lançado quase imaculado. Soma-se isso ao fato de Paul, John, Ringo e George terem permanecido dois meses na cidade de Rishikesh, na Índia, onde passaram por um retiro espiritual conduzido pelo guru Maharishi Mahesh Yogi, e a mística sobre o lançamento já ganha ares de hype antes mesmo de as faixas serem escutadas.

Talvez por isso o Álbum Branco seja tão simbólico, principalmente para fãs dos fab four: devido às brigas constantes, o disco foi produzido de maneira praticamente individual por cada um dos membros. Ringo chegou a deixar a banda, Paul arranjou briga por gravar faixas sem consultar os companheiros, John foi pivô de desavenças por conta da presença indesejada de Yoko Ono e o abandono repentino do produtor George Martin. É possível tirar dali pistas do que aconteceria com cada um depois de a banda, enfim, decidir interromper as atividades.
Pesquisa - Magno Moreira
Fonte - Zero Hora
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Se a sua biblioteca estiver em chamas, qual ou quais, livro você salvaria?
Golpe de midia II, a farça!
O ex presidente Lula foi condenado com provas ?
Você viu as tais provas?
.. A Globo lhe mostrou as provas ?
... O seu amigo, aquele coxinha vereador do PSDB lhe garantiu que Lula é culpado ?
.. Você estudou o processo, assistiu algum depoimento do réu ?
Isso que você vai ler aqui não foi noticia do JN
...LULA herdou dívida de 242 bilhões de FHC e PAGOU.
...Dilma deixou 380,84 bilhões em reservas cambiais.
...O PT QUEBROU O QUE MESMO?
Tristeza não tem fim, felicidade sim !
Sorria , você foi manipulado novamente
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