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Uma casa sem livros é como um corpo sem alma., Cícero

...SÓ SEI QUE NADA SEI!

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sábado, 6 de outubro de 2018

APROVADO - Ouvi o mais novo trabalho do ex beatle Paul McCartney e gostei muito

Ouvi e gostei muito do Egypt Station , o décimo sétimo álbum de estúdio solo do eterno beatle, o músico  britânico Paul McCartney, lançado em 7 de setembro de 2018. O álbum é o primeiro composto por canções inéditas desde o lançamento de New em 2013. Egypt Station foi produzido principalmente por Greg Kurstin, com exceção de uma única faixa produzida por Ryan Tedder. O disco será o primeiro de McCartney a ser lançado sob o selo da Capitol Records desde Chaos and Creation in the Backyard em 2005.
 Os primeiros singles do álbum, "I Don't Know" e "Come On To Me", foram lançados simultaneamente no dia 20 de junho de 2018. Mais tarde, no dia 15 de agosto, Paul lançou outro single, "Fuh You". 

Egypt Station foi gravado entre Los Angeles, Londres e Sussex. McCartney começou a trabalhar com o produtor Greg Kurstin algum tempo depois do lançamento do álbum New (2013) e, desde então, eles trabalharam juntos várias vezes até o anúncio de 20 de junho de 2018 do lançamento do Egypt Station.  

A canção Back in Brazil, a música  que esse intrépido e incauto blogueiro mais gostou foi gravada no KLB Studios em São Paulo.  A propósito, diga se de passagem que Back in Brazil é uma espécie de bossa nova heigh tec, linda e muito brasileira, vale a pena ouvir!

Nota dez, por Magno Moreira, outubro de 2018

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Origem do Samba

Samba vem de semba,ritmo que os escravos tocavam nas senzalas.Na Bahia foi se transformando e foi chamado de ''samba de roda'' até chegar ao Rio de Janeiro,onde ganhou este fomato que nós conhecemos hoje em dia. 
O samba é considerado por muitos críticos de música popular, artistas, historiadores e cientistas sociais como o mais original dos gêneros musicais brasileiros ou o gênero musical tipicamente brasileiro. A despeito da centralidade ou não do samba como gênero musical nacional, sua origem (ou a história de sua origem) nos traz o registro de uma imensa mistura de ritmos e tradições que atravessam a história do país. O samba originou-se dos antigos batuques trazidos pelos africanos que vieram como escravos para o Brasil. Esses batuques estavam geralmente associados a elementos religiosos que instituíam entre os negros uma espécie de comunicação ritual através da música e da dança, da percussão e dos movimentos do corpo. 

Os ritmos do batuque aos poucos foram incorporando elementos de outros tipos de música, sobretudo no cenário do Rio de Janeiro do século XIX. A partir do século XIX, a cidade do Rio de Janeiro, que se tornara a capital do Império, também passou a comportar uma leva de negros vindos de outras regiões do país, sobretudo da Bahia. Foi nesse contexto que nasceram os aglomerados em torno das religiões iorubás na região central da cidade, principalmente na região da Praça Onze, onde atuavam mães e pais de santo. Foi nessa ambiência que as primeiras rodas de samba apareceram, misturando-se os elementos do batuque africano com a polca e o maxixe. A palavra samba remete, propriamente, à diversão e à festa. Porém, como o tempo, ela passou a significar a batalha entre especialistas no gênero, a batalha entre quem improvisava melhor os versos na roda de samba. Um dos seguimentos do samba carioca, o partido alto, caracterizou-se por isso. 

Como disse o pesquisador Marco Alvito em referência à história da palavra: “Um das possíveis origens, segundo Nei Lopes, seria a etnia quioco, na qual samba significa cabriolar, brincar, divertir-se como cabrito. Há quem diga que vem do banto semba, como o significado de umbigo ou coração. Parecia aplicar-se a danças nupciais de Angola caracterizadas pela umbigada, em uma espécie de ritual de fertilidade. Na Bahia surge a modalidade samba de roda, em que homens tocam e só as mulheres dançam, uma de cada vez. Há outras versões, menos rígidas, em que um casal ocupa o centro da roda. 

(ALVITO, Marcos. Samba. In: Revista de história da Biblioteca Nacional. Ano 9. nº 97. Outubro, 2013. p 80). 
                                      historiadomundo.uol.com.brtm

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Sísifo

Na mitologia grega, Sísifo (em grego: Σίσυφος, transl.: Sísyphos), filho do rei Éolo, da Tessália, e Enarete, era considerado o mais astuto de todos os mortais. Foi o fundador e primeiro rei de Éfira, depois chamada Corinto, onde governou por diversos anos. Casou-se com Mérope, filha de Atlas, sendo pai de Glauco e avô de Belerofonte. Mestre da malícia e da felicidade, ele entrou para a tradição como um dos maiores ofensores dos deuses. 

Segundo Higino, ele odiava seu irmão Salmoneu; perguntando a Apolo como ele poderia matar seu inimigo, o deus respondeu que ele deveria ter filhos com Tiro, filha de Salmoneu, que o vingariam. Dois filhos nasceram, mas Tiro, descobrindo a profecia, os matou. Sísifo se vingou ... e, por causa disso, ele recebeu como castigo na terra dos mortos empurrar uma pedra até o lugar mais alto da montanha, de onde ela rola de volta.

 Segundo Pausânias, ele tornou-se rei de Corinto após a partida de Jasão e Medeia; nesta versão, Medeia não matou os próprios filhos por vingança, mas escondeu-os no templo de Hera esperando que, com isso, eles se tornassem imortais. Sísifo casou-se com Mérope, uma das sete Plêiades, tendo com ela um filho, Glauco. Ele também teve outros filhos, Ornitião, Tersandro e Almus. Certa vez, uma grande águia sobrevoou sua cidade, levando nas garras uma bela jovem. Sísifo reconheceu a jovem Egina, filha de Asopo, um deus-rio. Mais tarde, o velho Asopo veio perguntar-lhe se sabia do rapto de sua filha e qual seria seu destino. Sísifo logo fez um acordo: em troca de uma fonte de água para sua cidade, ele contaria o paradeiro da filha. O acordo foi feito e a fonte presenteada recebeu o nome de Pirene. Assim, ele despertou a raiva do grande Zeus, que enviou o deus da Morte, Tânato, para levá-lo ao mundo subterrâneo. Porém o esperto Sísifo conseguiu enganar o enviado de Zeus. Elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar. 

O colar, na verdade, não passava de uma coleira, com a qual Sísifo manteve a Morte aprisionada e conseguiu driblar seu destino. Durante um tempo não morreu mais ninguém. Sísifo soube enganar a Morte, mas arrumou novas encrencas. Desta vez com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava dos préstimos da Morte para consumar as batalhas. Tão logo teve conhecimento, Hades libertou Tânato e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para as mansões da morte. Quando Sísifo se despediu de sua mulher, teve o cuidado de pedir secretamente que ela não enterrasse seu corpo. Já no inferno, Sísifo reclamou com Hades da falta de respeito de sua esposa em não o enterrar. Então suplicou por mais um dia de prazo, para se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Hades lhe concedeu o pedido. Sísifo então retomou seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez. Outra história a respeito de Sísifo trata do ocorrido quando Autólico, o mais esperto e bem-sucedido ladrão da Grécia (que era filho de Hermes e vizinho de Sísifo), tentou roubar-lhe o gado. 

Autólico mudava a cor dos animais. As reses desapareciam sistematicamente sem que se encontrasse o menor sinal do ladrão, porém Sísifo começou a desconfiar de algo, pois o rebanho de Autólico aumentava à medida que o seu diminuía. Sísifo, um homem letrado (teria sido um dos primeiros gregos a dominar a escrita), teve a ideia de marcar os cascos de seus animais com sinais de modo que, à medida que a res se afastava do curral, aparecia no chão a frase "Autólico me roubou". Posteriormente, Sísifo e Autólico fizeram as pazes e se tornaram amigos. Sísifo também seduziu Anticleia, filha de Autólico, que mais tarde se casou com o rei de Ítaca, Laerte; por este motivo, Odisseu é considerado, por alguns autores, como filho de Sísifo. Sísifo morreu de velhice e Zeus enviou Hermes para conduzir sua alma a Hades. 

No tártaro, Sísifo foi considerado um grande rebelde e teve um castigo, juntamente com Prometeu, Tício, Tântalo e Íxion. Sísifo recebeu esta punição: foi condenado a, por toda a eternidade, rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido. 

Por esse motivo, a expressão "trabalho de Sísifo", em contextos modernos, é empregada para denotar qualquer tarefa que envolva esforços longos, repetitivos e inevitavelmente fadados ao fracasso - algo como um infinito ciclo de esforços que, além de nunca levarem a nada útil ou proveitoso, também são totalmente desprovidos de quaisquer opções de desistência ou recusa em fazê-lo. Trabalho de Sísifo[editar | editar código-fonte] Sísifo tornou-se conhecido por executar um trabalho rotineiro e cansativo. Tratava-se de um castigo para mostrar-lhe que os mortais não têm a liberdade dos deuses. Os mortais têm a liberdade de escolha, devendo, pois, concentrar-se nos afazeres da vida cotidiana, vivendo-a em sua plenitude, tornando-se criativos na repetição e na monotonia. 

Pesquisa -  Emanuelle Moreira

segunda-feira, 9 de julho de 2018

O cinema continua, apesar de Jean-Luc Godard

O mundo divide-se claramente entre aqueles que se extasiam perante qualquer nova produção de Jean-Luc Godard e aqueles que pensam que, com raras exceções, os seus melhores trabalhos foram realizados antes de 1967. Da leitura das próximas linhas ficará o leitor a saber de que lado da "barricada" se encontra o autor destas crónicas de Cannes. É no entanto sempre de espírito aberto que se entra na sala de cinema, seja um Godard ou qualquer outro cineasta que nos espera. Mas o título do filme do veterano de 87 anos que Cannes chamou à sua competição, "Le Livre d"Images", antecipava desde logo o que seria esperado. Se nos trabalhos anteriores de Godard o dispositivo consistia em espalhar frases pelo ecrã, em 2D ou 3D, pouco importa, sem dar a qualquer espetador de inteligência média o tempo de as digerir antes da chegada da próxima, pelo menos desta vez Godard mudou de registo.

No entanto, para ter um filme será suficiente colar imagens de Eisenstein e Nicholas Ray, Bergman ou Orson Welles, cruzá-las na banda de som com citações de clássicos da literatura e misturá-las com peças de música clássica, para que tenhamos algo de novo, mesmo que ordenadas segundo uma lógica "explicada" pela voz rouca e marcada pelo tempo e pelos charutos de Godard? Onde estará o cinema, perguntam-se mesmo alguns dos seus eternos seguidores. Godard transformou-se numa religião e não lhe seguir o culto parece ser uma heresia cinéfila. Sejamos livres, então. A verdade é que Cannes 2018 tem colocado o cinema em segundo plano, face a temas politicamente corretos cujas "cotas" funcionaram no momento de organizar a seleção deste ano. Algo que terá funcionado até a favor do português "Diamantino", projetado já na Semana da Crítica.

Afinal, um filme-brincadeira, extensão para o formato de longa do universo das curtas de Gabriel Abrantes que, aqui com Daniel Schmidt, se centra no melhor futebolista do mundo, madeirense, com uma relação muito particular com a família... Qualquer semelhança com a realidade será pura ficção? Mas estamos totalmente no mundo da fantasia, só que de gosto mais que duvidoso.

Tudo poderá ficar resumido na promoção ao filme, na contracapa da edição diária de uma das revistas da especialidade, onde se vê apenas Carloto Cotta com um slip com a marca Diamantino. Podemos voltar à questão inicial: por onde anda o cinema? Felizmente, gente como Kirill Serebrennikov ("Leto"), Pawel Pawlikowski ("Cold War") e agora Jia Zhang-ke, com "Ash is the Purest White", mostram que ainda há quem tenha realmente coisas novas para contar nessa maravilhosa forma de conjugar imagens e sons que é o cinema.

                         https://www.jn.pt

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Taiguara de Montevidéu, para a nossa MPB

Taiguara Chalar da Silva (Montevidéu, 9 de outubro de 1945 — São Paulo, 14 de fevereiro de 1996) foi um cantor e compositor brasileiro nascido no Uruguai durante uma temporada de espetáculos de seu pai, o bandoneonista e maestro Ubirajara Silva.Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1949 e para São Paulo, posteriormente, em 1960. Largou a faculdade de Direito para se dedicar à música.

Participou de vários festivais e programas da TV. Fez bastante sucesso nas décadas de 60 e 70. Seus dois primeiros LPs foram gravados no selo Philips pelo produtor Armando Pittigliani. Autor de vários clássicos da MPB, como Hoje, Universo do teu corpo, Piano e viola, Amanda, Tributo a Jacob do Bandolim, Viagem, Berço de Marcela, Teu sonho não acabou, Geração 70 e Que as Crianças Cantem Livres; entre outros.Taiguara passou de um músico com composições existencialistas e poéticas em seus primeiros anos a um músico de vertente política e crítica à sociedade capitalista.

O álbum Imyra, Tayra, Ipy é baseado no livro de Quarup, de Antônio Callado. Com o exílio de Taiguara, um dos lugares visitados foi a Tanzânia, a partir de indicação de Paulo Freire. Lá, Taiguara entra em contato com as ideias de revolucionários africanos como Amílcar Cabral e Patrice Lumumba. Taiguara assumiu, após a volta ao Brasil e a abertura política da ditadura militar, a ideologia marxista-leninista, alinhando-se à leitura de Luiz Carlos Prestes da realidade brasileira. Estes ideais ficam claros em seus dois últimos álbuns.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Azimuth

                   fiz um poema pra mim , se chama Azimuth -


“ Minha infância , tal como as mulheres de Paris , o azimuth , o cavalo de prata e o cemitério de faróis , as vezes a encontro perdida nesse homem de 45 em meio a tantos morcegos de luz”

....Magno  01/06/2018

Quem foi Taliesin?

Taliesin (534 - 599) foi um poeta britano da Britânia pós-romana cuja obra talvez sobreviveu em manuscrito em galês médio, o Livro de Taliesin. Era um renomeado bardo que se acredita ter cantado na corte de ao menos três reis britanos. Na mitologia e poesia galesa medieval, é referido como Taliesin Ben Beirdd ("Taliesin, Príncipe dos Bardos") pois excedia a seus coetâneos na arte poética. Dentre suas presumidas obras há uma awdl ou ode que contem um resumo da história do mundo na qual há uma estrofe que trata do destino dos britanos.A maioria dos poemas do Livro de Taliesin é relativamente recente (aproximadamente dos séculos X e XII), mas ao menos doze deles são, de acordo com Ifor Williams, contemporâneos ao bardo.Taliesin era galês no norte, talvez de Powys, e possivelmente filho de Henuco. 

Foi educado em Llanreithin, perto de Llancarfan em Glamorgan, sob Cadoco, celebrado por seus aforismos, que manteve escola de filosofia lá. Como bardo, cantou na corte de Urien de Rheged, de Gualauco de Elmet, onde também serviu como gwledig e ygnat (magistrado ou juiz), e na corte de Cinano de Powys; sua obra sobretudo recita as expedições bem-sucedidas de Cinano. Ele falece em Bangor Teifi, em Ceredigion. 

O "Túmulo de Taliesin" (Bedd Taliesin), um mamoa da Idade do Bronze, é tido como seu túmulo.Sua vida foi mitificada em meados do século XVI por Elis Gruffydd, cujo relado foi construído através do folclore céltico e a existente tradição oral. Segundo essa versão, começou a vida como Gwion Bach, um jovem servo nas costas do lago Bala, onde viviam o gigante Tegid Foel e sua esposa, a bruxa Ceridwen. O casal ainda tinha uma bela filha, Crearwy, e um filho, Morfran, que se dizia ser tão feio e burro que nenhuma mágica podia curá-lo. Sendo assim, Ceridwen resolveu dar-lhe o dom da sabedoria em compensação. 

Usando um caldeirão mágico, cozinhou, por um ano e um dia, uma poção que daria inspiração e sabedoria. Um homem cego chamado Morda mantinha o fogo sob o caldeirão enquanto Gwion mexia o conteúdo. As três primeiras gotas do líquido davam sabedoria; o resto era um veneno letal. Três gotinhas quentes espirraram no polegar de Gwion enquanto ele mexia, queimando-o. Instintivamente, levou o dedo à boca e instantaneamente ganhou grande conhecimento e sabedoria. 

O primeiro pensamento que lhe ocorreu foi a bruxa ficaria muito brava. Com medo, fugiu, mas logo ouviu sobre a sua fúria e o som de sua perseguição. Enquanto era perseguido, ele se transformou em lebre. Em resposta, ela virou uma raposa. Ele então virou um peixe e pulou num rio e ela transformou-se numa lontra. 

Ele se transformou em um pássaro e ela, em resposta, em um falcão. Finalmente, ele se transformou em um mero grão de milho. Ceridwen virou uma galinha, comeu-o e, ao voltar a sua forma humana, ficou grávida. Resolveu matar a criança assim que nascesse, sabendo que era Gwion, mas o bebê era tão lindo que não conseguiu cumprir o que queria. Ao invés disso, jogou-o no mar envolto numa espécie de bolsa de couro.