A chegada dos nazistas ao poder colocou fim à República de Weimar, uma democracia parlamentar estabelecida na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Com a nomeação de Adolf Hitler como chanceler, em 30 de janeiro de 1933, a Alemanha nazista (também chamada de Terceiro Reich) rapidamente tornou-se um regime no qual os alemães não possuíam direitos básicos garantidos.
Após um incêndio suspeito no Reichstag, o parlamento alemão, em 28 de fevereiro de 1933, o governo criou um decreto que suspendia os direitos civis constitucionais e declarou estado de emergência, durante o qual os decretos governamentais podiam ser executados sem aprovação parlamentar.
Nos primeiros meses da chancelaria de Hitler, os nazistas instituíram uma política de "coordenação"—o alinhamento dos indivíduos e instituições com os objetivos nazistas.
A cultura, a economia, a educação, e as leis passaram ao controle nazista. O regime nazista também tentou "coordenar" as igrejas alemãs e, apesar de não obter sucesso total ganhou apoio da maioria dos clérigos católicos e protestantes.
Uma ampla campanha de propaganda foi levada a efeito para disseminar os objetivos e ideais do regime. Com a morte do presidente alemão Paul von Hindenburg em agosto de 1934, Hitler assumiu os poderes da presidência. O exército fez a ele um juramento de lealdade pessoal. A ditadura de Hitler baseava-se em suas posições como Presidente do Reich (chefe de estado), Chanceler do Reich (chefe de governo), e Führer (chefe do Partido Nazista).
Segundo o "princípio Führer", Hitler colocava-se fora do estado de direito e passou a determinar as questões políticas.
Hitler tinha a última palavra tanto na legislação nacional quanto na política externa alemã. Esta última era guiada pela crença racista de que a Alemanha era biologicamente destinada a expandir-se para o leste europeu por meio de força militar, e de que uma população alemã, maior e racialmente superior, deveria ter domínio permanente sob o leste europeu e a União Soviética. Nesta crença as mulheres exerciam um papel muito importante como reprodutoras.
A política populacional agressiva do Terceiro Reich encorajava as mulheres "racialmente puras" a darem à luz ao maior número possível de crianças "arianas".
Dentro daquele sistema, as pessoas "racialmente inferiores" como os judeus e os ciganos deveriam ser eliminadas. A política externa nazista tinha como objetivo, desde o início, travar uma guerra de aniquilação contra a União Soviética e, para isto utilizou os anos de paz anteriores à eclosão da Guerra para preparar o povo alemão para o conflito. No contexto desta guerra ideológica, os nazistas planejaram e colocaram em prática o Holocausto, ou seja, o assassinato em massa dos judeus, considerados os principais inimigos "raciais" dos alemães.
Críticas explícitas ao regime eram reprimidas pela Gestapo, a polícia secreta do estado, e pelo Serviço de Segurança (SD) do partido nazista, mas o governo de Hitler era popular entre a maioria dos alemães. A pequena oposição ao estado nazista, variava desde a não conformidade a uma tentativa, abortada, de assassinar Hitler no dia 20 de julho de 1944.
Os Aliados derrotaram a Alemanha nazista e obtiveram sua rendição em 8 de maio de 1945.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Porque George Harrison é meu beatle preferido
Depois, os discos do quarteto traziam uma música de sua autoria, ou duas. Três no “Revolver”. Quatro no “Álbum Branco” porque era duplo. John e Paul, trabalhando juntos ou separados, escreviam a maior parte das canções, e o maestro e produtor George Martin dava preferência a elas. Há quem defenda o argumento de que, nos Beatles, George Harrison desempenhou papel semelhante ao de Brian Jones nos Rolling Stones. Com a diferença de que Brian foi aniquilado porque tentou ser o líder. George ficou meio à margem, mas, a despeito disto, o quarteto não pôde prescindir da sua contribuição. Foi ele que apresentou a música indiana aos companheiros de banda e ajudou a difundi-la no Ocidente.
Não ouviríamos Ravi Shankar se não fosse George Harrison. Deve-se a ele a presença de um instrumento como o sitar em incontáveis manifestações musicais do mundo ocidental, não só no universo do rock. O mesmo sitar que aparece em algumas gravações dos Beatles.George era melhor instrumentista do que John.
Sua guitarra é muito marcante na produção do quarteto. No início, fortemente influenciada pelo rock da década de 1950, pelos solos criados por Chuck Berry e Carl Perkins. Depois, com cores próprias. O músico inventou o seu jeito de tocar o instrumento. Um modo choroso de se expressar. “Enquanto minha guitarra chora gentilmente”, diz o título da canção que gravou em 1968, no “Álbum Branco”, com solo não dele, mas do amigo Eric Clapton. Não tinha virtuosismo, mas era um perfeccionista.
Um músico aplicado que criou belos solos para as canções dos Beatles. Se fôssemos escolher uma música, diríamos que o melhor do autor está em “Something”. Foi composta sob inspiração de Ray Charles. A gravação dos Beatles beira a perfeição. O vocal de George, as vozes de John e Paul, o solo de guitarra, as notas graves do piano, o caminho percorrido pelo baixo, as cordas arranjadas e conduzidas por George Martin.
Há muitos registros de “Something”. De Joe Cocker, cover branco de Charles. De Elvis Presley, de Frank Sinatra, que, uma vez, atribuíu a autoria a Lennon e McCartney. Nenhum supera o dos Beatles. Foi a única composição de Harrison a ocupar o lado A de um single do grupo.
Longe dos Beatles, George gravou o antológico álbum “All Things Must Pass”, seu maior feito. Reuniu os amigos no concerto para Bangladesh, precursor dos grandes eventos voltados para o combate à fome no mundo. Produziu pouco e se manteve distante do show business. Deixou saudades, além de belas e melancólicas canções.
Magno Moreira 2018
terça-feira, 10 de abril de 2018
Mito do Andrógino ( Banquete de Platão)
No início, a raça dos homens não era como hoje. Era diferente. Não havia dois sexos, mas três: homem, mulher e a união dos dois. E esses seres tinham um nome que expressava bem essa sua natureza e hoje perdeu seu significado: Andrógino. Além disso, essa criatura primordial era redonda: suas costas e seus lados formavam um círculo e ela possuía quatro mãos, quatro pés e uma cabeça com duas faces exatamente iguais, cada uma olhando numa direção, pousada num pescoço redondo.
A criatura podia andar ereta, como os seres humanos fazem, para frente e para trás. Mas podia também rolar e rolar sobre seus quatro braços e quatro pernas, cobrindo grandes distâncias, veloz como um raio de luz. Eram redondos porque redondos eram seus pais: o homem era filho do Sol. A mulher, da Terra. E o par, um filhote da Lua. Sua força era extraordinária e seu poder, imenso.
E isso tornou-os ambiciosos. E quiseram desafiar os deuses. Foram eles que ousaram escalar o Olimpo, a montanha onde vivem os imortais. O que deviam fazer os deuses reunidos no conselho celeste? Aniquilar as criaturas? Mas como ficar sem os sacrifícios, as homenagens, a adoração? Por outro lado, tal insolência era perfeitamente intolerável.
Então... O Grande Zeus rugiu: Deixem que vivam. Tenho um plano para deixá-los mais humildes e diminuir seu orgulho. Vou cortá-los ao meio e fazê-los andar sobre duas pernas. Isso com certeza irá diminuir sua força, além de ter a vantagem de aumentar seu número, o que é bom para nós. E mal tinha falado, começou a partir as criaturas em dois, como uma maçã. E, à medida em que os cortava, Apolo ia virando suas cabeças, para que pudessem contemplar eternamente sua parte amputada. Uma lição de humildade. Apolo também curou suas feridas, deu forma ao seu tronco e moldou sua barriga, juntando a pele que sobrava no centro, para que eles lembrassem do que haviam sido um dia.
E foi aí que as criaturas começaram a morrer. Morriam de fome e de desespero. Abraçavam-se e deixavam-se ficar assim. E quando uma das partes morria, a outra ficava à deriva, procurando, procurando... Zeus ficou com pena das criaturas. E teve outra idéia. Virou as partes reprodutoras dos seres para a sua nova frente. Antes, eles copulavam com a terra. De agora em diante, se reproduziriam um homem numa mulher. Num abraço. Assim a raça não morreria e eles descansariam.
Poderiam até mesmo continuar tocando o negócio da vida. Com o tempo eles esqueceriam o ocorrido e apenas perceberiam seu desejo. Um desejo jamais inteiramente saciado no ato de amar, porque mesmo derretendo-se no outro pelo espaço de um instante, a alma saberia, ainda que não conseguisse explicar, que seu anseio jamais seria completamente satisfeito. E a saudade da união perfeita renasceria, nem bem os últimos gemidos do amor se extinguissem. E esta é a nossa história. De como um dia fomos um todo, inteiros e plenos. Tão poderosos que rivalizávamos com os deuses. É a história também de como um dia, partidos ao meio, viramos dois e aprendemos a sentir saudades.
E é a razão dessa busca sem fim do abraço que nos fará sentir de novo e uma vez mais, ainda que só por alguns momentos (quem se importa?), a emoção da plenitude que um dia, há muito tempo, perdemos.
Platão Enviado por Emily Soares em 09/03/2012 Código do texto: T3544395 - Publicado em Recanto das letras
A criatura podia andar ereta, como os seres humanos fazem, para frente e para trás. Mas podia também rolar e rolar sobre seus quatro braços e quatro pernas, cobrindo grandes distâncias, veloz como um raio de luz. Eram redondos porque redondos eram seus pais: o homem era filho do Sol. A mulher, da Terra. E o par, um filhote da Lua. Sua força era extraordinária e seu poder, imenso.
E isso tornou-os ambiciosos. E quiseram desafiar os deuses. Foram eles que ousaram escalar o Olimpo, a montanha onde vivem os imortais. O que deviam fazer os deuses reunidos no conselho celeste? Aniquilar as criaturas? Mas como ficar sem os sacrifícios, as homenagens, a adoração? Por outro lado, tal insolência era perfeitamente intolerável.
Então... O Grande Zeus rugiu: Deixem que vivam. Tenho um plano para deixá-los mais humildes e diminuir seu orgulho. Vou cortá-los ao meio e fazê-los andar sobre duas pernas. Isso com certeza irá diminuir sua força, além de ter a vantagem de aumentar seu número, o que é bom para nós. E mal tinha falado, começou a partir as criaturas em dois, como uma maçã. E, à medida em que os cortava, Apolo ia virando suas cabeças, para que pudessem contemplar eternamente sua parte amputada. Uma lição de humildade. Apolo também curou suas feridas, deu forma ao seu tronco e moldou sua barriga, juntando a pele que sobrava no centro, para que eles lembrassem do que haviam sido um dia.
E foi aí que as criaturas começaram a morrer. Morriam de fome e de desespero. Abraçavam-se e deixavam-se ficar assim. E quando uma das partes morria, a outra ficava à deriva, procurando, procurando... Zeus ficou com pena das criaturas. E teve outra idéia. Virou as partes reprodutoras dos seres para a sua nova frente. Antes, eles copulavam com a terra. De agora em diante, se reproduziriam um homem numa mulher. Num abraço. Assim a raça não morreria e eles descansariam.
Poderiam até mesmo continuar tocando o negócio da vida. Com o tempo eles esqueceriam o ocorrido e apenas perceberiam seu desejo. Um desejo jamais inteiramente saciado no ato de amar, porque mesmo derretendo-se no outro pelo espaço de um instante, a alma saberia, ainda que não conseguisse explicar, que seu anseio jamais seria completamente satisfeito. E a saudade da união perfeita renasceria, nem bem os últimos gemidos do amor se extinguissem. E esta é a nossa história. De como um dia fomos um todo, inteiros e plenos. Tão poderosos que rivalizávamos com os deuses. É a história também de como um dia, partidos ao meio, viramos dois e aprendemos a sentir saudades.
E é a razão dessa busca sem fim do abraço que nos fará sentir de novo e uma vez mais, ainda que só por alguns momentos (quem se importa?), a emoção da plenitude que um dia, há muito tempo, perdemos.
Platão Enviado por Emily Soares em 09/03/2012 Código do texto: T3544395 - Publicado em Recanto das letras
Safo de Lesbos
Numa altura em que se fala na venda de várias ilhas gregas, vamos focar-nos numa ilha desse país que, apesar de não estar à venda, tem um elevado significado histórico e um certo mistério, a Ilha de Lesbos. Mas que importância tem essa ilha na história? Quem lhe deu a atual importância?
Qual o seu significado atualmente? Cada vez mais a Grécia aparece nos diversos meios de comunicação, ora seja pela crise, ora por motivos turísticos. Atualmente, existem mesmo à venda algumas ilhas gregas. No entanto, iremos agora contar a história da Ilha de Lesbos e a sua associação à homossexualidade, principalmente o lesbianismo. Reza a história que o nome “Lésbica” provem do nome da Ilha de Lesbos, para onde foi enviada a musa grega Safo. E as primeiras referências de amor entre mulheres, segundo a enciclopédia online wikipédia, surgem nessa ilha.
Isto porque, segundo a literatura e mais concretamente as obras poéticas de Safo (que era originária da ilha acima referida), as suas poesias eram destinadas a mulheres, mais concretamente descrevia nos seus poemas a atração que tinha pelo sexo feminino. No entanto, mais tarde, Máximo de Tiro viria a referir que essa atracção era apenas platónica pelas suas alunas. Atualmente, Marilyn Frye em “Lo que existe, lo que vemos” (2002) referencia a história desta ilha e da sua habitante Safo e assemelha a história da mesma com a pederastia (ato sexual consentido entre o pedagogo e o seu aluno de forma a iniciá-lo na vida sexual) ocorrida na Grécia antiga entre os pedagogos e os seus alunos.
Segundo alguns documentos, Safo acolhia na ilha de Lesbos alunas (a quem apelidava de “hetairai” – amigas), sendo mesmo descrito num poema a paixão por uma dessas alunas, Atis, a quem viria a dedicar vários poemas após ser abandonada pela mesma em prol do amor por um homem.
Podemos encontrar esses poemas traduzidos na obra brasileira “Poesia Completa” de Safo de Lesbos. Safo e a então ilha de Lesbos passam a ser um ícone para a comunidade homossexual, mais concretamente a comunidade Lésbica, sendo hoje uma das ilhas gregas mais visitadas pelo público Lésbico.
Fonte: Mistérios Parte XVII: A ilha grega de Lesbos e a sua história
A origem da palavra "Lésbica" O termo "lésbica" é derivado da interpretação dos poemas de Safo, cuja poesia foi tida por amor sexual de preferência do que amor emocional ou platônico entre ela e outras mulheres. Graças a tal associação, Lesbos e especialmente a cidade de Eresos, lugar de nascimento de Safo, são visitadas freqüentemente por turistas lésbicas. Safo: Foi uma poetisa grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, foi muito respeitada e apreciada durante a Antiguidade.
No entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média por parte dos monges copistas, e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos. A história de Safo é um tanto controversa,e muito do que se diz ao seu respeito é lenda,inclusive seu relacionamento com mulheres. A escola de Safo_O amor em Lesbos Concebeu Safo uma escola para moças, onde lecionaria a poesia, dança e música - considerada a primeira "escola de aperfeiçoamento" da História.
Ali as discípulas eram chamadas de hetairai (amigas) e não alunas... E a mestra apaixona-se por suas amigas, todas... dentre elas, aquela que viria a tornar-se sua maior amante, Atis - a favorita, que descrevia sua mestra como vestida em ouro e púrpura, coroada de flores. Mas Atis apaixona-se por um moço e, com ciúmes, Safo dedica-lhe os versos: "Semelhante aos deuses parece-me que há de ser o feliz mancebo que, sentado à tua frente, ou ao teu lado, te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz e o riso abafado do amor. Oh, isso - isso só - é bastante para ferir-me o perturbado coração, fazendo-o tremer dentro do meu peito!
Pois basta que, por um instante, eu te veja para que, como por magia, minha voz emudeça; sim, basta isso, para que minha língua se paralise, e eu sinta sob a carne impalpável fogo a incendiar-me as entranhas. Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas soa-me aos ouvidos; o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (...) A morte de Safo Sua morte também é controversa, muitos dizem que Safo cometeu suicidio, alguns escritores e estudiosos dão Safo como tendo atingindo a velhice.
Ocerto é que não se sabe como nem quando ela morreu, sendo considerada por alguns a maior de todas as poetisas. Assim como Homero era conhecido como "o Poeta", Safo era conhecida como "a Poetisa". Há quem afirme serem nove as musas. Que erro! Pois não vêem que Safo de Lesbos é a décima? ( Platão)
Qual o seu significado atualmente? Cada vez mais a Grécia aparece nos diversos meios de comunicação, ora seja pela crise, ora por motivos turísticos. Atualmente, existem mesmo à venda algumas ilhas gregas. No entanto, iremos agora contar a história da Ilha de Lesbos e a sua associação à homossexualidade, principalmente o lesbianismo. Reza a história que o nome “Lésbica” provem do nome da Ilha de Lesbos, para onde foi enviada a musa grega Safo. E as primeiras referências de amor entre mulheres, segundo a enciclopédia online wikipédia, surgem nessa ilha.
Isto porque, segundo a literatura e mais concretamente as obras poéticas de Safo (que era originária da ilha acima referida), as suas poesias eram destinadas a mulheres, mais concretamente descrevia nos seus poemas a atração que tinha pelo sexo feminino. No entanto, mais tarde, Máximo de Tiro viria a referir que essa atracção era apenas platónica pelas suas alunas. Atualmente, Marilyn Frye em “Lo que existe, lo que vemos” (2002) referencia a história desta ilha e da sua habitante Safo e assemelha a história da mesma com a pederastia (ato sexual consentido entre o pedagogo e o seu aluno de forma a iniciá-lo na vida sexual) ocorrida na Grécia antiga entre os pedagogos e os seus alunos.
Segundo alguns documentos, Safo acolhia na ilha de Lesbos alunas (a quem apelidava de “hetairai” – amigas), sendo mesmo descrito num poema a paixão por uma dessas alunas, Atis, a quem viria a dedicar vários poemas após ser abandonada pela mesma em prol do amor por um homem.
Podemos encontrar esses poemas traduzidos na obra brasileira “Poesia Completa” de Safo de Lesbos. Safo e a então ilha de Lesbos passam a ser um ícone para a comunidade homossexual, mais concretamente a comunidade Lésbica, sendo hoje uma das ilhas gregas mais visitadas pelo público Lésbico.
Fonte: Mistérios Parte XVII: A ilha grega de Lesbos e a sua história
A origem da palavra "Lésbica" O termo "lésbica" é derivado da interpretação dos poemas de Safo, cuja poesia foi tida por amor sexual de preferência do que amor emocional ou platônico entre ela e outras mulheres. Graças a tal associação, Lesbos e especialmente a cidade de Eresos, lugar de nascimento de Safo, são visitadas freqüentemente por turistas lésbicas. Safo: Foi uma poetisa grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, foi muito respeitada e apreciada durante a Antiguidade.
No entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média por parte dos monges copistas, e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos. A história de Safo é um tanto controversa,e muito do que se diz ao seu respeito é lenda,inclusive seu relacionamento com mulheres. A escola de Safo_O amor em Lesbos Concebeu Safo uma escola para moças, onde lecionaria a poesia, dança e música - considerada a primeira "escola de aperfeiçoamento" da História.
Ali as discípulas eram chamadas de hetairai (amigas) e não alunas... E a mestra apaixona-se por suas amigas, todas... dentre elas, aquela que viria a tornar-se sua maior amante, Atis - a favorita, que descrevia sua mestra como vestida em ouro e púrpura, coroada de flores. Mas Atis apaixona-se por um moço e, com ciúmes, Safo dedica-lhe os versos: "Semelhante aos deuses parece-me que há de ser o feliz mancebo que, sentado à tua frente, ou ao teu lado, te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz e o riso abafado do amor. Oh, isso - isso só - é bastante para ferir-me o perturbado coração, fazendo-o tremer dentro do meu peito!
Pois basta que, por um instante, eu te veja para que, como por magia, minha voz emudeça; sim, basta isso, para que minha língua se paralise, e eu sinta sob a carne impalpável fogo a incendiar-me as entranhas. Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas soa-me aos ouvidos; o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (...) A morte de Safo Sua morte também é controversa, muitos dizem que Safo cometeu suicidio, alguns escritores e estudiosos dão Safo como tendo atingindo a velhice.
Ocerto é que não se sabe como nem quando ela morreu, sendo considerada por alguns a maior de todas as poetisas. Assim como Homero era conhecido como "o Poeta", Safo era conhecida como "a Poetisa". Há quem afirme serem nove as musas. Que erro! Pois não vêem que Safo de Lesbos é a décima? ( Platão)
sábado, 24 de março de 2018
Eexperiência de blogueiro - Peter, Paul and Mary, paixão a primeira vista
Desde garoto ouvia falar desse trio , mas apenas em 2000 ouvi a música deles - foi paixão a primeira audição - Peter, Paul and Mary foi um trio folk dos Estados Unidos, composto por Peter Yarrow, Noel Paul Stookey e Mary Travers. O trio de cantores e ativistas, iniciado em 1960, teve quase 50 anos de carreira.
No vídeo veja você mesmo o trio em ação em Jane Jane
Depois da morte da cantora Mary Travers em 2009, de complicações de um cancer, Peter Yarrow e Noel Stookey continuaram a se apresentar como um duo com o nome de Peter and Paul.Mary Travers mencionava entre suas influências Woody Guthrie, Pete Seeger e The Weavers.
Clique no play do vídeo a baixo e ouça Peter Paul & Mary_ See what tomorrow brings (1965)
O disco que mais gosto deles é Peter Paul & Mary_ See what tomorrow brings (1965) disponibilizei acima para você ouvir inteiro
O grupo fez um tributo a alguns de seus mentores e contemporâneos em seu álbum "Lifeline Concert", de 2004.O empresário Albert Grossman criou o grupo Peter, Paul and Mary em 1961, depois de uma audição com diversos cantores da cena folk de Nova York. Após ensaiá-los em Miami, Grossman agendou uma apresentação do trio no The Bitter End, um café popular no cenário folk do Greenwich Village. Eles gravaram seu primeiro disco, Peter, Paul and Mary, no ano seguinte.
O álbum incluía "500 Miles", "Lemon Tree", e o hit de Pete Seeger "If I Had a Hammer" (subtitulada "(The Hammer Song)") e "Where Have All the Flowers Gone??". O álbum foi listado no Top Ten da Billboard por dez meses, incluindo sete semanas na posição nº1, e permaneceu pelas próximas décadas um sucesso de vendas estável, vendendo cerca de dois milhões de cópias, ganhando um disco de platina duplo da RIAA só nos Estados Unidos.
O grupo debutou na televisão em 1961 ou 1962 no talk show PM East/PM West, apresentado por Mike Wallace e Joyce Davidson. Por volta de 1963, Peter, Paul and Mary haviam gravado três álbuns. Todos os três estiveram no Top Tenna semana do assassinato do presidente John F. Kennedy. Em 1963, o grupo ainda lançou "Puff the Magic Dragon", com música de Yarrow e letra baseada em um poema de um estudante da Universidade Cornell, Leonard Lipton.
Embora a lenda afirme que a canção é recheada de referências a drogas, ela provavelmente trata do fim da inocência infantil. Em 1963, o grupo apresentou "If I Had a Hammer" na Marcha sobre Washington, lembrada especialmente pelo discurso "Eu Tenho Um Sonho" do reverendo Martin Luther King, Jr.. Um de seus hits mais importantes foi a canção de Bob Dylan "Blowin' in the Wind".
Eles também cantaram outras canções de Bob Dylan, como "The Times They Are a-Changin'"; "Don't Think Twice, It's All Right" e "When the Ship Comes In", talvez sua música mais memorável. Seu produtor, Albert Grossman, também era empresário de Dylan. Seu sucesso com a música de Bob Dylan "Don't Think Twice, It's All Right" ajudou a projetar o álbum do próprio Dylan "The Freewheelin' Bob Dylan", lançado poucos meses antes, para o Top 30.
"Leaving On A Jet Plane", escrito pelo amigo do grupo John Denver, tornou-se seu único hit Top 1 (bem como seu último hit Top 40) em dezembro de 1969, e foi o único single disco de ouro (um milhão de cópias vendidas). "Day Is Done", Hit #21 em junho de 1969, foi o último hit Hot 100 que o trio gravou.
No vídeo veja você mesmo o trio em ação em Jane Jane
Depois da morte da cantora Mary Travers em 2009, de complicações de um cancer, Peter Yarrow e Noel Stookey continuaram a se apresentar como um duo com o nome de Peter and Paul.Mary Travers mencionava entre suas influências Woody Guthrie, Pete Seeger e The Weavers.
Clique no play do vídeo a baixo e ouça Peter Paul & Mary_ See what tomorrow brings (1965)
O grupo fez um tributo a alguns de seus mentores e contemporâneos em seu álbum "Lifeline Concert", de 2004.O empresário Albert Grossman criou o grupo Peter, Paul and Mary em 1961, depois de uma audição com diversos cantores da cena folk de Nova York. Após ensaiá-los em Miami, Grossman agendou uma apresentação do trio no The Bitter End, um café popular no cenário folk do Greenwich Village. Eles gravaram seu primeiro disco, Peter, Paul and Mary, no ano seguinte.
O álbum incluía "500 Miles", "Lemon Tree", e o hit de Pete Seeger "If I Had a Hammer" (subtitulada "(The Hammer Song)") e "Where Have All the Flowers Gone??". O álbum foi listado no Top Ten da Billboard por dez meses, incluindo sete semanas na posição nº1, e permaneceu pelas próximas décadas um sucesso de vendas estável, vendendo cerca de dois milhões de cópias, ganhando um disco de platina duplo da RIAA só nos Estados Unidos.
O grupo debutou na televisão em 1961 ou 1962 no talk show PM East/PM West, apresentado por Mike Wallace e Joyce Davidson. Por volta de 1963, Peter, Paul and Mary haviam gravado três álbuns. Todos os três estiveram no Top Tenna semana do assassinato do presidente John F. Kennedy. Em 1963, o grupo ainda lançou "Puff the Magic Dragon", com música de Yarrow e letra baseada em um poema de um estudante da Universidade Cornell, Leonard Lipton.
Embora a lenda afirme que a canção é recheada de referências a drogas, ela provavelmente trata do fim da inocência infantil. Em 1963, o grupo apresentou "If I Had a Hammer" na Marcha sobre Washington, lembrada especialmente pelo discurso "Eu Tenho Um Sonho" do reverendo Martin Luther King, Jr.. Um de seus hits mais importantes foi a canção de Bob Dylan "Blowin' in the Wind".
Eles também cantaram outras canções de Bob Dylan, como "The Times They Are a-Changin'"; "Don't Think Twice, It's All Right" e "When the Ship Comes In", talvez sua música mais memorável. Seu produtor, Albert Grossman, também era empresário de Dylan. Seu sucesso com a música de Bob Dylan "Don't Think Twice, It's All Right" ajudou a projetar o álbum do próprio Dylan "The Freewheelin' Bob Dylan", lançado poucos meses antes, para o Top 30.
"Leaving On A Jet Plane", escrito pelo amigo do grupo John Denver, tornou-se seu único hit Top 1 (bem como seu último hit Top 40) em dezembro de 1969, e foi o único single disco de ouro (um milhão de cópias vendidas). "Day Is Done", Hit #21 em junho de 1969, foi o último hit Hot 100 que o trio gravou.
por Magno Moreira
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
2017 : Banco Mundial sugere fim do ensino superior gratuito no Brasil
Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior. Essa é uma das sugestões apresentadas no relatório "Um ajuste justo - propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil", elaborado pelo Banco Mundial. A ideia é que o governo continue subsidiando os estudantes que estão entre os 40% mais pobres do país. Porém, os de renda média e alta poderiam pagar pelo curso depois de formados.
Durante a faculdade, eles acessariam algum tipo de crédito, como o Fies. Essa proposta se baseia no fato que 65% dos estudantes das instituições de ensino superior federais estão na faixa dos 40% mais ricos da população. Como, após formadas, essas pessoas tendem a ter um aumento de renda, a suspeita dos técnicos é que a gratuidade "pode estar perpetuando a desigualdade no país".
O Brasil tem aproximadamente 2 milhões de estudantes nas universidades e institutos federais, ao passo que nas universidades privadas são 8 milhões de estudantes. Porém, o custo médio de um aluno numa faculdade privada é de R$ 14.000,00 por ano. Nas universidades federais, esse custo salta para R$ 41 000,00 e nos institutos federais o valor é ainda maior: R$ 74 000,00 ao ano. Esse gasto, diz o estudo, é "muito superior" ao de países como a Espanha e a Itália, por exemplo. No entanto, o valor agregado em termos de conhecimento dos estudantes não é muito diferente do das faculdades privadas. Esse critério considera o que o aluno aprendeu em comparação ao que se esperava que ele tivesse aprendido.
Os gastos do governo com ensino superior são equivalentes a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e crescem, em termos reais, 7% ao ano, acima da média mundial. "As despesas com ensino superior são, ao mesmo tempo, ineficientes e regressivas", diz o relatório. Uma reforma poderia economizar aproximadamente R$ 13 bilhões ao ano nas universidades e institutos federais. No nível estadual, a economia poderia ser de R$ 3 bilhões. Além da cobrança de mensalidades, o estudo sugere que os gastos por aluno tenham como limite o valor gasto pelas instituições mais eficientes.
As menos eficientes teriam, assim, de ajustar suas despesas à nova realidade. Se as escolas do ensino fundamental e médio atingissem o nível das melhores do sistema, o desempenho na prova do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) subiria 40% para o nível fundamental e 18% no médio. No entanto, aponta o relatório, o Brasil gasta perto de R$ 56 bilhões a mais do que seria necessário para ter o atual desempenho.
A principal proposta para enxugar gastos nessas esferas é aumentar a quantidade de alunos por professor. O estudo diz que a quantidade de estudantes está caindo devido à redução das taxas de natalidade, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A proposta é não repor os professores que deixam o sistema. Só com isso, a economia seria de R$ 22 bilhões.
Saúde
Enquanto no ensino fundamental a nova realidade do crescimento demográfico está esvaziando salas, nos postos de saúde a tendência é contrária: a demanda por atendimento aumenta devido ao envelhecimento da população. Também nesse caso, o estudo sugere soluções para ajudar a reduzir os gastos que, segundo o banco, não trariam prejuízo ao atendimento. Se todo o sistema atingisse o nível das unidades mais eficientes, poderiam ser economizados R$ 22 bilhões. Entre as propostas, está o fechamento de hospitais de pequeno porte, que custam proporcionalmente mais do que os grandes, se for considerado o valor por atendimento prestado.
O relatório sugere também o fortalecimento do atendimento primário que filtraria os casos mais complexos para enviar aos hospitais. E que o atendimento dos casos mais simples possa ser feito por profissionais de saúde não médicos, deixando-os liberados para os casos mais complexos. O governo poderia ter ganhos também com acréscimo na arrecadação tributária, da ordem de 0,3% do PIB, se fosse eliminada a dedução no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Segundo o relatório, esse mecanismo beneficia os mais ricos de maneira "desproporcional" e "constitui um subsídio para as despesas de saúde privada."
sábado, 20 de janeiro de 2018
“O Dia Em Que a Música Morreu”


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