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Uma casa sem livros é como um corpo sem alma., Cícero

...SÓ SEI QUE NADA SEI!

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

A utopia de More

A utopia é um livro instigante, esse intrépido e incauto blogueiro que vos escreve está relendo essa obra prima da literatura,imagino que li ''A utopia'' nos anos 90
 

O termo Utopia foi criado pelo inglês Thomas More para intitular um romance filosófico em 1516. Para compor a palavra, Thomas More juntou duas palavras gregas: "ου" (não) e "τοπος" (lugar), ou seja, se formos interpretar a palavra seguindo sua etimologia, Utopia significa um lugar que não existe na realidade. No entanto, a obra tornou-se tão célebre que o termo foi considerado uma espécie de gênero de escrita caracterizado por conter como principal tema uma organização política e/ou social ideais, geralmente em contraponto a uma organização política e/ou social atuais.

Por exemplo, se um autor vive sob um regime totalitário e escreve uma obra sobre uma sociedade que não existe representando por meio dela uma forma de governo considerada ideal, é possível que ele tenha escrito uma utopia, mesmo que sua obra não esteja diretamente vinculada à filosofia. Também pela definição posterior do termo, como gênero, podemos entender que a obra “A República” de Platão, embora escrita antes da obra de More e, portanto, antes da palavra ter sido inventada, trata-se de uma utopia, pois nela mostra-se a criação de uma cidade governada por reis-filósofos para responder à questão “o que é justiça?”.

Uma das marcas que indicam, em uma obra filosófica, a diferença entre uma utopia e uma Filosofia Moral ou Política é a exposição do pensamento: em vez de o autor de uma utopia trabalhar com conceitos e argumentos, ele expõe os conceitos aplicados a uma situação concreta. Por exemplo, Thomas More cria uma ilha-reino, com a geografia descrita provavelmente a partir de narrativas sobre a América, em que demonstra como seria aplicável uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, na qual a razão é o critério para estabelecer condutas sociais e não o autoritarismo do Rei ou da Igreja – que, em seu contexto histórico, a Inglaterra do século XVI, estavam reunidos na figura de Henrique VIII, chefe de Estado e da Igreja Anglicana, criada por ele como forma de reverter a proibição da Igreja Católica ao seu novo matrimônio com Ana Bolena.

A Utopia de Thomas More

Thomas More, também conhecido pela forma latinizada do seu nome, Thomas Morus, foi um homem bastante influente na sua época, ocupando inclusive o cargo de Chanceler de Henrique VIII da Inglaterra. Estudou em Oxford, onde conheceu outro pensador importante do período, Erasmo de Roterdã que dedicou a ele sua principal obra, “Elogio da loucura”, e com quem estabeleceu correspondência. Ambos, humanistas e leitores dos filósofos clássicos, com grande simpatia por aquilo que diziam os estoicos e epicuristas, contestavam a tradição escolástica e queriam promover uma educação política que permitisse que as pessoas tivessem liberdade de pensamento. Essa base lançada por eles foi um terreno frutífero para a discussão filosófica posterior.

Justamente por prezar a liberdade de pensamento, More foi condenado à prisão por traição e, depois, à morte por manter-se firme em sua recusa ao novo matrimônio de Henrique VIII que contrariava um dos dogmas da Igreja Católica, a qual pertencia, e segundo o qual diz-se que só é possível contrair um novo matrimônio em caso da morte do cônjuge.

A religião em Utopia

Apesar de ter se oposto tão firmemente à Igreja Anglicana criada pelo rei, em Utopia todos têm liberdade religiosa e apenas deveriam ser vistos com desconfiança aqueles que não professavam nenhuma fé. Isso porque, na obra de Morus, a fé é consequência da razão e instrumento para exercício da justiça: os utopianos acreditam em Deus porque, pela razão, reconhecem que sua existência depende dele; a crença em um julgamento futuro faz com que todos se apliquem a exercer a justiça e a não se entregarem a prazeres de forma desregrada. Ou seja, aos utopianos é recomendada a fé em Deus, mas podem discordar a respeito de sua identidade.

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A religião de Utopia é formada a partir de preceitos do cristianismo e, também, de escolas filosóficas como o estoicismo e o epicurismo. Tem três verdades básicas:

1) A fé na existência de um ser supremo, como já foi dito;

2) A providência de Deus em relação aos homens é amável;

3) A fé na providência e na retribuição futura para a alma, que é imortal.

O bem comum, a divisão do trabalho e a propriedade privada

Um dos pontos principais de Utopia é a preocupação com o bem comum ao qual se submete o bem individual. Para tanto, os utopianos preferem a divisão dos bens entre todos, pois acreditam que isso garantiria a abundância para todos e não a concentração de riquezas nas mãos de um grupo pequeno. Diz Morus:

“É minha convicção firme que uma distribuição segundo critérios de equidade ou uma planificação justa das coisas humanas não é possível sem eliminar totalmente a propriedade privada. Enquanto ela subsistir, estou convencido de que há de continuar sempre a haver, entre grandíssima parte da humanidade e entre a melhor parte dela, o fardo angustiante e inelutável da pobreza e da miséria.” (MORVS, 2006, p. 479).

Por meio da divisão do trabalho, todos trabalhariam apenas o necessário para garantir o bem geral, pois do mesmo modo que ninguém trabalharia para outra pessoa, ninguém poderia se esquivar da sua responsabilidade. Até os viajantes deveriam trabalhar antes de serem alimentados. Em caso de haver produção além da necessidade de consumo, as horas de trabalho seriam reduzidas. A esse respeito, diz Morus:

“Se todos trabalhassem, a carga horária diminui para todos. Havendo seis horas apenas para trabalhar, [...] esse tempo é suficiente para produzir bens abundantes que bastem para as necessidades e que cheguem não apenas para remediar, mas até sobrem” (MORVS, 2006, p. 507).

Geografia da ilha de Utopia e organização político-social

No segundo livro, descreve-se a ilha como um semicírculo de quinhentas milhas de arco onde existem cinquenta e quatro cidades organizadas a partir da estrutura familiar. Na capital, há trinta famílias, cada uma dirigida por um filarca, o mais idoso e, em tradução literal, “aquele que a ama” (MORVS, 2006, p. 517). O principal papel do filarca é mediar a participação da população nas decisões políticas, mas sua função é supervisionar o trabalho e evitar a preguiça. Pratica-se a monogamia e todos sabem quem são seus filhos. No entanto, cada família nuclear é integrada às outras famílias com quem tenha laços de sangue. Cada família, entendida nesse contexto mais amplo, contém entre dez e dezesseis adultos na cidade e até quarenta no campo. Resumindo

A palavra “Utopia” aparece pela primeira vez na obra homônima de Thomas More. Significa “não lugar”, ou seja, um lugar que não existe na realidade.

Posteriormente, “Utopia” passou a ser considerado uma espécie de gênero de escrita caracterizado por conter como principal tema uma organização política e/ou social ideais, geralmente em contraponto a uma organização política e/ou social atuais.

A ilha-reino criada por Thomas More teve seu nome derivado de Utópos, seu descobridor.

A geografia da ilha foi descrita provavelmente a partir de narrativas sobre a América.

A “Utopia” é descrita como um semicírculo de quinhentas milhas de arco onde existem cinquenta e quatro cidades organizadas a partir da estrutura familiar:

Na obra, em estilo irônico e narrada pelo personagem Rafael Hitlodeu, Thomas Morus demonstra como seria aplicável uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, na qual a razão é o critério para estabelecer condutas sociais e não o autoritarismo do Rei ou da Igreja.


Por Wigvan Pereira
Graduado em Filosofia

Brasil Escola 


 PESQUISA: MANU MOREIRA

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Ensaio de poeta


Vermelho

'Espelho vermelho, 
degredo sossego, 
bendito artelho, 
maldito segredo'


Morfina

'Rosto profano,
galope n'areia,
doce engano,
morfina na veia'


Ensaio de poeta por Max Magno em 10/04/2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Esfigmomanômetro

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De todos os inventos humanos após a escrita,esse aparelho me chama a atenção, me refiro ao esfigmomanômetro (português brasileiro) ou esfigmomanómetro (português europeu) é um aparelho para verificar a pressão arterial (PA). Consiste num sistema para compressão da artéria braquial.

É composto por uma bolsa inflável de borracha de formato laminar, a qual é envolvida por uma capa de tecido inelástico (braçadeira, cuff com manguito = bladder) e conectada por um tubo de borracha a um manômetro e por outro tubo, que contém uma válvula controlada pelo operador, conectado a uma pêra, que tem a finalidade de insuflar a bolsa pneumática. Usado para medida indireta da pressão arterial. Com o auxílio de um estetoscópio para a ausculta dos sons de Korotkov é possível a verificação tanto da pressão sistólica quanto da pressão diastólica.

O dispositivo foi inventado por Samuel Siegfried Karl Ritter von Basch, em 1881. O médico italiano Scipione Riva-Rocci introduziu uma versão mais fácil em 1896. Em 1901, Hervey Cuching modernizou o dispositivo e popularizou-o dentro da comunidade médica.

Pesquisa - Mago Moreira

domingo, 12 de maio de 2019

Origem do Dia das mães

Origens da comemoração na Grécia, Roma, Inglaterra, Estados Unidos, significados, oficialização da data, tradição da entrega de presentes, comercialização desta data comemorativa
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Introdução e significado No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães. História do Dia das Mães Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens à deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens à deusa. Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muito parecida com a grega, faziam este tipo de celebração.

Em Roma, durava cerca de 3 dias (entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele, mãe dos deuses. Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus. Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”. Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães.

Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente. Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano.

A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e o foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas e pelo marketing, com objetivos meramente comerciais.

Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.

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 Pesquisa - Magno Moreira e Maria da Conceição da Silva

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Paulo Tertulino num dia de sol na ''Capital do Vestuário''

Paulo Tertulino  um dos nomes mais importantes do jornalismo de Cianorte PR e do estado do Paraná deparou se com duas mulheres que admira muito. A Edineia Santos, comunicadora da Cia FM, esposa do grande amigo , o ''Sérgio Gamarra'', e a Madalena, esposa do grande amigo Magno Moreira, o blogueiro. 

Bom que ele ia deixar por menos. Falou logo '' - minas vamos fazer uma foto. Fala sério?'' ''Fiquei mais bonito que as duas juntas'' comentou Paulo com o seu senso jovial e refinado.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Qual é a origem da expressão “OK?”

A primeira vez que o termo apareceu na imprensa foi num jornal de Boston, nos Estados Unidos, em 1838. Fora isso, tudo o que se sabe a respeito da expressão, usada para indicar que algo está all correct (“tudo certo”, em inglês), não passa de hipótese. E são muitas. Uma das explicações é que o ok seria uma tentativa de os americanos imitarem, no século 18, a pronúncia francesa do nome de um excelente rum da época, o Aux Cayes. Produzida na então colônia do Haiti, a bebida era tão saborosa que os consumidores deram seu nome a tudo que consideravam bom e perfeito. 

Outra versão diz que o ok surgiu como abreviatura da expressão inglesa oll korrect, forma vulgar de escrever all correct, indicando, no universo náutico, que nada de errado havia com uma embarcação. “O marinheiro encarregado de fazer a vistoria, não encontrando nenhuma irregularidade, dizia ‘ok’ e o navio zarpava”, diz o etimologista e escritor Deonísio da Silva, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Uma terceira hipótese relaciona a popularização da expressão às iniciais da cidade Old Kinderhook. 


Lá nasceu Martin von Buren, candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos. “Durante a campanha, o político usava a expressão como saudação e gesto de que tudo ia bem com ele”, diz Deonísio. E ficou mesmo tudo ok com Martin von Buren, que venceu as eleições e foi presidente entre 1837 e 1841. 


Pesquisa - Magno Moreira 
Fonte - Super Interessante e  Redação Mundo Estranho access_time 4 jul 2018, 20h17 - Publicado em 18 abr 2011, 18h51

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Wish You Were Here in Guantanamo Bay — Resenha de ‘Is This The Life We Really Want?’, Roger Waters

O album me surpreendeu pelas letras de cunho político-social , inclusive com deboches do presidente norte americano Donald Trump, o ex-baixista e letrista do Pink Floyd Roger Waters está de volta com seu primeiro álbum em quase 25 anos, produzido por Nigel Godrich (Radiohead). 

Vale a pena embarcar nesta viagem musical política raivosa? Vale sim, e muito!  A temática social faz do trabalho um projeto audacioso desse músico  consagrado. O trabalho nos remete a uma atmosfera down, sombria e angustiante, o que nos faz lembrar de dois álbuns do Pink Floyd, o The Wall e o Final Cut.

Pesquisa Magno Moreira
 Fonte - Meio bit